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Sergio Rocha será o presidente da companhia na Coreia do Sul e Isela Constantini assume o comando da operação na Argentina, Paraguai e Uruguai

Sergio Rocha já havia atuado na Coreia do Sul e, agora, retorna como presidente da GM no país asiático
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Sergio Rocha já havia atuado na Coreia do Sul e, agora, retorna como presidente da GM no país asiático
Dois brasileiros assumem hoje posições de destaque na estrutura mundial da General Motors, a montadora americana que, apesar da profunda crise que enfrentou nos últimos anos, ainda detém o título de maior fabricante de automóveis do mundo. Sergio Rocha, ex-presidente da GM para o Paraguai, Argentina e Uruguai, assume o comando da operação da companhia na Coreia do Sul, a unidade onde são produzidos 25% de todos os carros da companhia no mundo. Em seu lugar na presidência da unidade que engloba os três países do Cone Sul assume Isela Constantini, que ocupava o cargo de diretora de pós-venda e serviço para o cliente no Brasil.

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A ida de Sergio Rocha para a GM coreana marca a estreia de um brasileiro no comando de operações fora do continente – nos 87 anos de atuação no Brasil, por exemplo, a companhia nunca teve um presidente que tenha nascido aqui. Sergio vai substituir Mike Arcamone, que aceitou um convite da fabricante canadense de aviões Bombardier para comandar a divisão de aviação comercial da companhia. Executivos experiente, com passagens pela Alemanha, Estados Unidos, Argentina e pela própria Coreia do Sul, Sergio Rocha chega ao cargo mais importante de sua carreira aos 52 anos de idade, sendo 32 deles como funcionário da GM.

Engenheiro industrial formado pela Universidade Brás Cubas, Sérgio Rocha terá como missão comandar uma unidade que produz quase quatro vezes mais carros que a GM brasileira. Nas quatro fábricas que mantém no país – além de uma unidade de montagem no Vietnã, a divisão sul coreana da GM foi responsável por fabricar mais de 2 milhões de veículos no ano passado – quase todos eles foram exportados para diversos mercados mundiais, incluindo o Brasil.

Com forte experiência no desenvolvimento de novos produtos, Sérgio Rocha também terá sob sua responsabilidade o Centro de Desenvolvimento de carros pequenos da GM. Desafio que deve enfrentar com certa facilidade. Ele já foi o diretor de desenvolvimento de carros pequenos da GM para a América Latina, África e Oriente Médio.

Isela vai substituir Sergio Rocha no comando da GM na Argentina, Paraguai e Uruguai
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Isela vai substituir Sergio Rocha no comando da GM na Argentina, Paraguai e Uruguai
Assim como Rocha, Isela também será pioneira. É a primeira mulher indicada ao cargo de presidente da GM para o Paraguai, Argentina e Uruguai. O posto já foi ocupado, no início da década passada, por Jaime Ardilla, que hoje comanda as operações da companhia no continente.

Formada em comunicação social, com habilitação em publicidade, pela PUC do Paraná, a executiva passou a maior parte da carreira, iniciada em 1993, na GM. Começou como analista de marketing estratégico e foi subindo na estrutura da companhia galgando postos relacionados à área.

Em 2002, porém, o marido, Samuel Russel, também executivo da GM – hoje no cargo de diretor de vendas para a região norte do Brasil – resolveu fazer um MBA na Universidade do Texas, em Austin. E, para acompanha-lo, Isela pediu transferência para a unidade da companhia em Arlington, no mesmo estado, onde passou por treinamento de seis meses e ganhou experiência como superintendente de fábrica, antes de voltar ao Brasil.

A experiência será bem vinda para os desafios que terá agora pela frente. Na Argentina, ela comandará a fábrica de Rosário, com capacidade de produção de 90 mil carros por ano, do modelo Chevrolet Corsa. A GM não têm fábricas no Uruguai e no Paraguai, mas exporta para esses países.

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