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Apenas 17 nações têm conceito "triplo-A", dado a economias consideradas estáveis e altamente confiáveis pelas agências de rating

Alemanha, Austrália, Áustria, Canadá, Cingapura, Dinamarca, Finlândia, França, Holanda, Ilha de Man, Luxemburgo, Nova Zelândia, Noruega, Reino Unido, Suécia, Suíça – e, por enquanto, os Estados Unidos. Apenas esses 17 países possuem a classificação AAA, a melhor possível, nas duas mais importantes agências de avaliação de risco do mundo: a Moody’s e a Standard and Poor’s. Trata-se de um clube distinto, que os EUA passaram perto de abandonar. É o que o mercado acredita que aconteceria caso o país não tivesse anunciado no domingo um acordo para elevar o teto da dívida ( aprovado pela Câmara nesta segunda ) e aplicasse um calote nos credores de seus títulos públicos. (ou que ainda pode ocorrer, segundo alguns analistas).

A Moody’s, há duas semanas, afirmou que a classificação americana poderia ser rebaixada em caso de não-pagamento dos títulos. Na ocasião, Steven Hess, vice-presidente e diretor sênior no grupo, afirmou que a depreciação poderia acontecer no dia seguinte ao calote.

Ter a classificação AAA significa que um país pode tomar dinheiro emprestado a um custo mais baixo. Isso porque, de acordo com as agências de risco, o governo seria estável e os títulos altamente confiáveis.

A possibilidade de o país deixar o “clube do AAA” foi destaque no noticiário internacional. “Investidores podem discernir o risco associado à divida de um país olhando o custo do seguro contra possíveis calotes (...). Por esse parâmetro, os títulos americanos já não são mais destaque como uma aposta segura, comparados com outros países com triplo-A”, segundo informou a rede de TV americana CNN na sexta-feira, enquanto a Casa Branca e os membros dos partidos Democrata e Republicano debatiam um possível acordo.Investidores vêm apostando há semanas que Washington elevará o teto da dívida.

O Departamento do Tesouro dos EUA precisará tomar US$ 331 bilhões em empréstimos até setembro , de acordo com estimativas divulgadas na segunda-feira. A projeção é menor do que a anunciada originalmente, que previa a necessidade de US$ 405 bilhões em empréstimos durante o período.

As projeções foram calculadas partindo da premissa de que o Congresso americano aprovará o aumento no limite de endividamento do governo, sem o qual o país não será capaz de emitir novos Treasuries, que são os títulos do Tesouro americano, nos leilões previstos para 9, 10 e 11 de agosto, limitando a tomada de novos empréstimos. Os dados são uma prévia do relatório trimestral de refinanciamento do Tesouro americano, que deve ser divulgado na quarta-feira.

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