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Rio de Janeiro, 2 mar (EFE).- O índice de confiança dos industriais brasileiros na economia aumentou ligeiramente em fevereiro mas continuou baixo, ao passar de 75,3 pontos -de 200 possíveis- em janeiro, para 76,3 pontos em fevereiro, informou hoje a Fundação Getulio Vargas (FGV), em pesquisa para a qual consultou 1.

072 industriais.

Em dezembro de 2008, quando caiu a seu pior nível em dois anos em consequência do pessimismo gerado pela crise financeira internacional, o índice foi de 74,7 pontos.

Apesar de reagir nos dois últimos meses, o indicador ainda está muito baixo em comparação com os 119,2 pontos que chegou a ter em agosto do ano passado, antes de a crise se agravar.

O índice também é muito baixo comparado com o de fevereiro do ano passado, quando era de 113,7 pontos.

"Apesar registrar a segunda evolução positiva consecutiva, o índice ainda reflete um ritmo muito fraco de atividade econômica e é o quarto menor desde que começou a ser medido, em abril de 1995", ressalta a FGV.

O Índice de Expectativa (IE), que mede a opinião do industrial a respeito dos próximos seis meses, também subiu, de 72,5 pontos em janeiro para 75,2 pontos em fevereiro, seu maior nível desde novembro do ano passado, quando bateu 82,5 pontos.

Cerca de 23,4% dos industriais preveem uma melhoria em seus negócios nos próximos seis meses e 37,7% esperam uma piora.

Em janeiro passado esses índices foram de 12,8% e de 35,8%, respectivamente.

Já o Índice da Situação Atual (ISA), com o qual os industriais avaliam a conjuntura econômica neste momento, caiu de 78,1 pontos em janeiro para 77,4 pontos em fevereiro.

Para se ter uma idéia, esse índice chegou a ser de 125,2 pontos em junho do ano passado.

Apenas 4% dos industriais consideram positivo o nível atual da economia, menos da metade dos 8,3% de janeiro.

A percentagem dos que considera a situação atual ruim se manteve em 36,3%.

"Na comparação com janeiro, a avaliação dos industriais sobre a situação atual da economia é pior, mas a expectativa para o futuro melhorou", explicou a fundação. EFE cm/jp

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