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Partidos querem restaurar sua credibilidade e realizar diversas reformas no país

O acordo do Governo assinado nesta quinta-feira pelos dois partidos conservadores de Portugal promete cumprir com os compromissos do país para restaurar sua credibilidade e realizar diversas reformas, desde o mercado de trabalho à própria Constituição.

"Resolver a grave situação financeira, assumindo os custos e os condicionantes" é o primeiro objetivo dos dois partidos, o Social Democrata (PSD, centro-direita) e o Centro Democrático Social (CDS-PP, democrata-cristão). O documento, de seis páginas, obriga às duas organizações a dar apoio legislativo e aplicar um programa de Governo que relance a economia, crie emprego e garanta um Estado social que seja "sustentável".

O PSD, vencedor das eleições antecipadas de 5 de junho com 108 dos 230 deputados, e o CDS-PP, que com seus 24 assegurará a maioria absoluta no Parlamento, qualificam a situação de Portugal de "extremamente delicada" por seu "profunda fraqueza econômico-financeira". Os dois partidos sublinham sua vontade de cumprir as medidas de saneamento financeiro e reformas estruturais estipuladas com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional em abril para salvar Portugal da quebra com um empréstimo de 78 bilhões de euros.

Além disso, acordam em atuar de forma coordenada no Parlamento e apresentar um projeto conjunto de revisão constitucional não detalhado mas que, segundo declarações de seus líderes, será alinhado com o conteúdo de seu programa conjunto. O documento foi assinado pelo primeiro-ministro designado e líder do PSD, Pedro Passos Coelho, e o presidente do CDS-PP, Paulo Portas.

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