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O comércio aposta em prazos mais longos de pagamento, que chegam a 30 meses para as TVs, e na disposição do consumidor de ir às compras neste Dia das Mães, mesmo com a volta do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os eletrodomésticos da linha branca e da recente alta da taxa básica de juros.Duas pesquisas nacionais com lojistas, uma da Serasa Experian e outra da Associação de Lojistas de Shoppings (Alshop), indicam que as vendas devem crescer, em média, 5,3% e 7%, respectivamente, no Dia das Mães deste ano em relação à mesma data de 2009.

O comércio aposta em prazos mais longos de pagamento, que chegam a 30 meses para as TVs, e na disposição do consumidor de ir às compras neste Dia das Mães, mesmo com a volta do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os eletrodomésticos da linha branca e da recente alta da taxa básica de juros.

Duas pesquisas nacionais com lojistas, uma da Serasa Experian e outra da Associação de Lojistas de Shoppings (Alshop), indicam que as vendas devem crescer, em média, 5,3% e 7%, respectivamente, no Dia das Mães deste ano em relação à mesma data de 2009.

Dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) mostram que as consultas para vendas à vista e a prazo cresceram em média 9,3% em relação ao mesmo mês de 2009. “Se fizer frio esta semana, o crescimento de vendas do Dia das Mães poderá chegar a 11%”, afirma o economista da entidade, Emílio Alfieri. Mesmo que não ocorra queda na temperatura, José Galló, presidente das Lojas Renner, especializada em artigos de vestuário, aposta num bom Dia das Mães. “Todas as variáveis para consumo estão em alta.”

Os shoppings isoladamente projetam taxas de crescimento de vendas mais robustas, em torno 15% na comparação com 2009. E o comércio eletrônico prevê 40%, segundo o e-bit. “A volta do IPI para os eletrodomésticos e a alta dos juros não atrapalharão as vendas do Dia das Mães”, afirma o assessor econômico da Serasa Experian, Carlos Henrique de Almeida. Ele observa que, na expectativa de que o Banco Central elevaria a Selic, o varejo antecipou a subida dos juros ao consumidor. No caso do IPI, os varejistas fizeram estoques para bancar as ofertas mesmo com o imposto maior.

Pesquisa do Provar em parceria com Felisoni Associados mostra que 74,6% dos consumidores têm intenção de comprar geladeiras, fogões e máquinas de lavar neste trimestre. No mesmo período do ano passado, quando havia o benefício, a intenção era ligeiramente menor, de 72%. “O que sustenta esse crescimento é a retomada da massa de salários e os prazos mais longos”, observa Claudio Felisoni, presidente do conselho do Provar.

As condições macroeconômicas favoráveis se refletem no otimismo dos lojistas. Pesquisa da Serasa Experian mostra que 60% dos 936 entrevistados acreditam que o faturamento deste ano vai aumentar em relação à mesma data de 2009. É o melhor resultado desde que a pesquisa começou a ser feita, em 2006. No ano passado, em plena crise, somente 34% previam aumento.

Televisores

Com a proximidade da Copa do Mundo, o produto apontado como a vedete pelos lojistas é o televisor. As vendas de TVs cresceram 40% desde a última semana de abril, informa o diretor de marketing da rede, Thiago Baisch. Ele conta que, desde fevereiro, a rede de móveis e eletrodomésticos ampliou de 24 para 30 meses o prazo de pagamento para as TVs acima de 32 polegadas. Além de esticar os prazos, a empresa reduziu os juros, de 4% para 2,99% ao mês.

Segundo o executivo da Colombo, o que está puxando o desempenho da empresa neste Dia das Mães são as vendas de TVs. A meta é ampliar em 20% a receita no Dia das Mães deste ano em relação à mesma data de 2009. “Já estamos acima da meta.”

Além dos artigos de vestuário e eletrodomésticos, itens inusitados como um dia no Spa, um rafting e até um passeio de balão começam a fazer parte da lista de compra dos filhos que querem fugir de presentes comuns. Há cinco anos dirigindo a loja virtual “O Melhor da Vida”, que oferece esses serviços, Jorge Nahas diz que as vendas no Dia das Mães da sua empresa vão crescer mais de 20% em relação às de 2009. Um passeio mais sofisticado, como um voo de balão, sai por R$ 390 por pessoa, enquanto o rafting custa R$ 49.

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