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Combustíveis impulsionam inflação da zona do euro em setembro

Por Jan Strupczewski

BRUXELAS (Reuters) - O combustível mais caro elevou os preços ao consumidor da zona do euro em setembro, mas o núcleo da inflação continuou baixo, indicando que a recuperação econômica ainda não fez aumentar as pressões inflacionárias.

Outros dados divulgados nesta sexta-feira mostraram que os 16 países da região tiveram déficit comercial em agosto após o superávit de julho, com o crescimento das importações superando apenas ligeiramente o avanço das exportações -- um sinal de sustentabilidade na demanda externa e interna.

A agência de estatísticas Eurostat informou que a inflação ao consumidor da zona do euro foi de 0,2 por cento na comparação mensal, e confirmou a estimativa preliminar de 1,8 por cento para a inflação anual.

O número está em linha com a meta de estabilidade de preços do Banco Central Europeu (BCE), que visa inflação perto mas abaixo de 2 por cento no médio prazo.

A taxa é, em grande parte, resultado da inflação anual de 7,7 por cento nos preços de energia. Os combustíveis para transporte contribuíram com 0,4 ponto percentual para a inflação anual, e os preços de combustível de aquecimento adicionaram mais 0,16 ponto percentual.

Removendo os voláteis preços de energia e alimentos, o núcleo dos preços subiu apenas 1 por cento em termos anuais, mesmo ritmo de agosto e julho.

A Eurostat também informou que a balança comercial da zona do euro registrou déficit de 4,3 bilhões de euros em agosto, após um superávit de 6,2 bilhões em julho.

Contra agosto do ano passado, as exportações cresceram 31 por cento sem ajuste sazonal, enquanto as importações subiram 32 por cento.

Com ajuste sazonal, as exportações tiveram alta de 1 por cento em agosto sobre julho, e as importações aumentaram 1,8 por cento. As quatro maiores economias da zona do euro -- Alemanha, França, Itália e Espanha -- viram suas balanças comerciais deteriorarem.

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