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Inflação oficial avançou 0,16% em julho, praticamente estável em relação à taxa apurada um mês antes

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A alta nos preços dos combustíveis impediu uma desaceleração no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou em 0,16% em julho após uma variação de 0,15% em junho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"A alta nos transportes praticamente anulou a queda de alimentos. E essa alta foi puxada por combustíveis. Não fossem os combustíveis, a taxa do IPCA podia ter sido bem menor", disse Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE. "É a gasolina que tem o peso relevante no cálculo do IPCA. Então qualquer movimento de preço que ocorra no item gasolina vai mexer tanto no bolso quanto no peso na inflação."

O peso da gasolina no IPCA é de 4,35%. Os preços dos combustíveis passaram de uma queda de 4,25% em junho para uma alta de 0,47% em julho. O etanol saiu de uma queda de 8,84% para uma alta de 4,01% no mesmo período, enquanto o litro da gasolina passou de um recuo de 3,94% para uma alta de 0,15%.

No ano, a gasolina acumula alta de 6,30%. No mesmo período do ano passado, a gasolina apontava queda de 1,13%. Em todo o ano de 2010, a alta acumulada da gasolina foi de 1,67%.

Em relação ao etanol, a alta acumulada no ano é de 10,19%, muito acima da alta acumulada durante todo o ano de 2010, que foi de 4,36%.

"O índice (IPCA) de julho é basicamente explicado pelos combustíveis. A questão do etanol tem a ver com a cana-de-açúcar. A safra está estimada em 5% menor do que a do ano anterior. Além da redução da safra, parece que a qualidade da cana ainda está sendo prejudicada por conta das condições climáticas. E ainda há um descompasso entre oferta e procura por conta da frota de automóveis, que vem aumentando no País", justificou Eulina.

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