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Com jeitão europeu, Kia Mohave se sai bem Por Luis Felipe Figueiredo São Paulo, 11 (AE) - Se alguém tapasse os símbolos da Kia em seu novo utilitário-esportivo Mohave, seria fácil pensar tratar-se de um modelo feito na Europa ou nos EUA, país que criou esse tipo de carro. O jipão sul-coreano foi mostrado no Salão do Automóvel, que terminou no domingo, e estará à venda em dezembro por a partir de R$ 160 mil.

Serão três motores: V6 3.8 e V8 4.6, ambos a gasolina, e V6 3.0 a diesel. Chamado de Borrego - carneiro que vive no parque de Anza-Borrego, na Califórnia (EUA) - em seu país de origem e outros mercados, ele mostra que a fabricante evoluiu bastante no padrão de mecânica, dirigibilidade, desenho e acabamento. Está bem próxima das concorrentes ocidentais - que têm rivais mais caros.

Com 4,88 metros de comprimento e 2,89 m de entreeixos, além do jeitão mais urbano que off-road, o Mohave mira em Audi Q7 3.6 V6 (R$ 278 mil), BMW X5 (R$ 301 mil na versão 3.0), Mercedes-Benz ML, a R$ 289.900 tanto a diesel quanto a gasolina, e Volvo XC90 3.2 V6, por R$ 209 mil. Só o "irmão" Hyundai Veracruz está na mesma faixa, a R$ 175 mil.

Avaliamos a versão de entrada, V6 3.8, que tem potência de 275 cv a 6.000 rpm e torque máximo de 36,9 mkgf a 4.400 giros. O Mohave exibe desempenho convincente para seu porte. Moderno, tem suspensão independente nas quatro rodas, que filtra bem as irregularidades do piso e isola o habitáculo.

Em curvas, a suspensão também faz sua parte, mantendo-o seguro. A sensação de solidez passada pela carroceria ajuda.

O câmbio é automático, com trocas seqüenciais pela alavanca. Na versão avaliada, tinha cinco marchas (nas demais, seis). As trocas são suaves, embora perceptíveis, e a caixa permite rodar a 120 km/h com o conta-giros marcando 2.200 rpm. De série, o Mohave oferece tração 4x4 com reduzida acionada por botão no painel.

Por dentro há sofisticações como partida por botão, sem uso de chave, ar-condicionado digital com duas zonas de resfriamento e saída para o banco traseiro, ajustes elétricos para bancos e coluna de direção e detalhes de alumínio. Câmera para estacionamento (em todos), farol de xenônio e oito air bags também estão lá.

O quadro de instrumentos, fácil de ler e com fundo vermelho, é outro destaque. Sinal de que Peter Schreyer, chefe de desenho da Kia, passou por ali - embora não tenha participado de todo o desenvolvimento do carro. Ex-VW, o alemão desenhou o Audi TT e assina as linhas do Kia Soul.

Todas as versões têm sete lugares. Mas, se há farto espaço para os passageiros da fileira central, na última só cabem crianças.

FICHA TÉCNICA
Preço estimado - R$ 160.000
Motor - V6, 3.8, 24V, gasolina
Potência - 275 cv a 6.000 rpm
Torque - 36,9 mkgf a 4.400 rpm
Comprimento - 4,88 metros
Largura - 2,89 metros
Porta-malas - 350 litros
Tanque - 82 litros

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