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SÃO PAULO - Depois de concluído o processo de aquisição da Electronic Data Systems (EDS) - anunciado em maio, por US$ 13,9 bilhões - a Hewlett-Packard (HP) pretende aumentar sua fatia no mercado de serviços de TI no Brasil, absorvendo uma demanda que estava em seu foco, mas na qual ela ainda era menos presente que a IBM, por exemplo. A EDS tem um volume de serviços em escala muito maior do que a HP tinha , afirma Juarez Zortea, vice-presidente comercial da fabricante.

Segundo Zortea, apesar de a operação ter sido anunciada antes do início da atual crise econômica, o amadurecimento do portfólio pode ser uma boa maneira de superá-la. " Diante da desaceleração econômica mundial, se torna ainda mais importante criar uma oferta mais completa, principalmente nos países emergentes. " No trimestre fiscal encerrado em outubro, a receita líquida da HP cresceu para US$ 33,603 bilhões ante os US$ 28,293 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. O resultado foi impulsionado pela aquisição da EDS e pelas fortes vendas de laptops, entre outros fatores.

Célio Bozola, vice-presidente da EDS, que agora passou a ser uma divisão da HP, afirma que a estratégia que a empresa tinha antes da aquisição não muda, e ela ainda " ganha musculatura e poder para competir " . De acordo com ele, os serviços de terceirização poderão ser oferecidos às 500 maiores empresas do país. " Faltava musculatura para botar capital e financiar clientes " , afirma. " O investimento inicial é muito grande nos serviços de terceirização " , completa. Bozola assumiu o comando da EDS Brasil em janeiro.

Juntas, HP e EDS somam cerca de 13 mil funcionários no Brasil, sendo 10 mil da EDS e os demais da HP.

(Vanessa Dezem e Gustavo Brigatto | Valor Online e Valor Econômico)

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