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Depois do anúncio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de que a produção industrial brasileira recuou 1,7% em outubro em comparação com setembro, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que os reflexos da crise internacional sobre a indústria brasileira vão se acentuar no primeiro trimestre de 2009. Segundo o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, o crescimento de 2008 já está assegurado, mesmo com o arrefecimento dos negócios no último trimestre do ano.

"No conjunto da extração mineral, transformação e construção civil, o crescimento em 2008 deve superar 5%", disse. Para 2009, a entidade espera um avanço de cerca de 3% a 3,5%, por enquanto.

De acordo com Monteiro, a queda na produção industrial de outubro reflete a desaceleração de segmentos mais sensíveis à exportação e suscetíveis a crédito para financiar as vendas. Ele espera que, nos próximos meses, o desaquecimento se dará de forma suave e não uniforme entre os diferentes setores. Entre os principais problemas enfrentados pela indústria neste momento, segundo a entidade, está a obtenção de crédito.

Depois de uma reunião do Fórum Nacional da Indústria, em São Paulo, ele defendeu juros mais baixos, aumento do prazo para recolhimento de tributos, redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), novas linhas de financiamento para capital de giro e redução do spread bancário (diferença entre o juro cobrado na operação de crédito e o custo de captação dos recursos pelo banco). "Até há pouco tempo a política econômica era baseada em câmbio valorizado e juro alto, mas é hora de fazer um ajuste porque o câmbio se depreciou", disse. A entidade também destacou a urgência da aprovação da proposta de reforma tributária.

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