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O economista-chefe da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, afirmou há pouco que a intensificação da atividade industrial em fevereiro de 2010 ocorreu sem pressionar o uso da capacidade instalada. Na avaliação dele, o fato de ter havido aumento da produção com estabilidade no uso do parque fabril significa que projetos de expansão entraram em operação.

O economista-chefe da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, afirmou há pouco que a intensificação da atividade industrial em fevereiro de 2010 ocorreu sem pressionar o uso da capacidade instalada. Na avaliação dele, o fato de ter havido aumento da produção com estabilidade no uso do parque fabril significa que projetos de expansão entraram em operação. A tendência, na avaliação do economista, é a de que os investimentos realizados no ano passado entrem em maturação neste ano. Castelo Branco disse acreditar que a capacidade instalada na indústria ainda subirá, porque continua cerca de três pontos porcentuais abaixo dos níveis de 2007 e 2008. Segundo Castelo Branco, o que está ocorrendo na indústria é um processo de redução da ociosidade excessiva. "Não percebemos um descompasso entre oferta e demanda. Mesmo com crescimento forte da demanda, há espaço para que a oferta responda positivamente com o aumento da produção", afirmou o economista da CNI. Ele disse, no entanto, que não compartilha da percepção do Banco Central (BC) de que há pressões inflacionárias. "Essas pressões de inflação pouco se originam no setor industrial", afirmou. O economista disse que um aumento eventual nos níveis de inflação deve ocorrer por fatores sazonais, como as fortes chuvas registradas em alguns Estados, o que deve elevar os preços dos hortigranjeiros, e em função do reajuste de alguns contratos de prestação de serviços. Do ponto de vista de Castelo Branco, o nível de utilização da capacidade instalada precisa ser suficientemente alto para estimular os investimentos. Ele afirmou que é necessário acabar com a síndrome de que o Brasil não pode aumentar o nível de utilização da capacidade instalada. "Isso não é ruim. Estimula o crescimento, que é a mola do investimento", argumentou.
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