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BRASÍLIA - O Conselho Monetário Nacional (CMN) liberou mais R$ 3 bilhões para financiamento subsidiado a setores prejudicados pela valorização do câmbio. Trata-se da segunda tranche do programa Revitaliza, após autorização em maio do Palácio do Planalto para que os recursos totais ao setor subissem de R$ 3 bilhões para R$ 12 bilhões.

A Medida Provisória 429, que baixou medidas da nova política industrial, autorizou o aumento de recursos e também ampliou, de 8 para 13, os setores que podem ser beneficiados. Foram adicionados os setores de bens de capital, frutas, prestação de serviços de tecnologia da informação, cerâmica e softwares, além de artefatos de couro, têxteis, confecção, beneficiamento de madeira e de couro, madeira, pedras ornamentais e calçados já contemplados.

De acordo com a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, a primeira parcela de R$ 3 bilhões foi totalmente esgotada no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A linha tem prazo médio de 10 anos com carência de 2 anos para investimentos e bônus de 20% de adimplência.

O custo do financiamento para empresas dos setores listados, com faturamento anual de até R$ 300 milhões, é de 7% anuais. A União paga a diferença entre o custo do crédito e o custo médio de captação do BNDES. De acordo com a SPE, nos R$ 3 bilhões liberados até junho, o subsídio foi de R$ 400 milhões. Já na tranche aprovada hoje a conta prevista para a União sobe a R$ 614 milhões, por conta da alta do juro.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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