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Brasília, 7 - A reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) de maio deverá avaliar 10 votos referentes a assuntos agrícolas. "Mas podem ser mais", disse à <b>Agência Estado</b> o secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt.

Brasília, 7 - A reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) de maio deverá avaliar 10 votos referentes a assuntos agrícolas. "Mas podem ser mais", disse à <b>Agência Estado</b> o secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt. A reunião do CMN geralmente ocorre na última quinta-feira do mês. Um dos temas a serem votados pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo, além do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, é o preço mínimo para as culturas de inverno. No ano passado, o valor foi reajustado, o que se mostrou uma política equivocada já que os preços de mercado do cereal ao longo da safra estiveram abaixo do valor mínimo de garantia do governo, o que fez o produtor optar por negociar a safra nos leilões públicos de prêmios. Especula-se no mercado sobre a possibilidade de os preços mínimos para algumas culturas, como o trigo, serem reduzidos. Se isso ocorrer, será a primeira vez que o governo revê para baixo os valores que balizam o apoio à comercialização da agricultura brasileira. Bittencourt, no entanto, não dá pistas a respeito desta possibilidade ser debatida no CMN. "Não faço comentários sobre os votos", disse. Ele informou que o CMN apreciará também votos na área da agricultura empresarial - por conta da proximidade da nova safra agrícola -, na área do café e do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). "O governo está tentando, como nos anos anteriores, antecipar medidas para o Plano Safra", disse Bittencourt. De acordo com o secretário, a intenção é a de que haja tempo suficiente para a divulgação das normas, ainda em maio, das portarias de equalização pelo Tesouro, em junho, e que as instituições financeiras já estejam aptas a oferecer o crédito aos produtores a partir de julho, quando começa a nova safra.

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