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O consumidor da classe B começou, neste ano, a comprar carro importado seminovo, confirmando a tendência de que, passado o susto da crise, esse estrato social está disposto a assumir dívidas. "De fevereiro para cá, percebemos que cresceu o interesse de consumidores com renda na faixa R$ 6 mil por carros importados usados", afirma Riccardo Brumana, gerente comercial da Eurobike Special, revenda de usados importados.

O consumidor da classe B começou, neste ano, a comprar carro importado seminovo, confirmando a tendência de que, passado o susto da crise, esse estrato social está disposto a assumir dívidas. "De fevereiro para cá, percebemos que cresceu o interesse de consumidores com renda na faixa R$ 6 mil por carros importados usados", afirma Riccardo Brumana, gerente comercial da Eurobike Special, revenda de usados importados. Brumana observa que o preço médio dos importados usados, que no começo do ano estava em R$ 120 mil, hoje gira em torno de R$ 105 mil. Além do recuo nos preços, o prazo longo de parcelamento, de até 36 meses, ajuda o consumidor a sonhar com um importado. Segundo o gerente, a classe média pode até comprar um carro nacional zero, mas tem a chance de optar pelo importado usado, mais equipado e que dá status. Redes varejistas e revendas de veículos nacionais com lojas nos grandes centros, que concentram classes de maior renda, e em cidades menores também já captaram essa tendência. O Grupo Pão de Açúcar, por exemplo, sentiu uma aceleração nas vendas das lojas dos grandes centros. "Isso não significa que as vendas das lojas de cidades menores deixaram de crescer", ressalta o vice-presidente do Grupo José Roberto Tambasco. Apesar de não dispor de números, ele observa que o comportamento que predominava nos últimos tempos era de que a velocidade de vendas nas cidades menores superava a velocidade das metrópoles. "O consumo nas metrópoles sofreu um pouco mais com a possibilidade de crise. A classe B ficou mais cautelosa", diz. Ney Faustini, diretor da concessionária Absoluta Distribuidora de Automóveis, que revende veículos da marca GM, confirma a tendência de que o mercado está melhor nas grandes cidades. Neste mês, por exemplo, as vendas nas seis lojas da Baixada Santista recuaram 17% na comparação com o mês anterior. A queda registrada nas duas lojas da capital foi +de 11%. <i>As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.</i>

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