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MINAS GERAIS - O número de sindicatos contrários à proposta da Vale de concessão de licença remunerada com redução dos salários foi ampliado, depois de uma reunião realizada ontem em Brasília. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Extração do Ferro de Itabira e Região (Metabase Itabira) agora são cinco as entidades que rejeitam os termos.

A proposta inclui ainda a garantia dos níveis de emprego até o dia 31 de maio a todos os sindicatos que assinarem o acordo. Neste período, os funcionários receberão 50% do salário-base.

A Vale possui 47 mil funcionários no País e já conseguiu a adesão de aproximadamente 17 mil trabalhadores reunidos em sete sindicatos, sendo cinco nos Estados de Minas e Mato Grosso do Sul, além de dois de Carajás, no Pará.

Além do Metabase Itabira e do Metabase de Congonhas e Ouro Preto (Inconfidentes), os trabalhadores reunidos pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias dos Estados do Maranhão, Pará e Tocantins (Stefem), pelo Sindicato dos Ferroviários do Espírito Santo e Minas Gerais (Sindfer ES/MG) e pelo Sindicato na Indústria de Prospeção, Pesquisa e Extração de Minérios do Estado do Rio de Janeiro (Sindimina/RJ) rejeitaram a proposta.

De acordo com o presidente do Metabase Itabira, Paulo Soares, estes sindicatos reuniram 58% dos trabalhadores da Vale no País.

As entidades já solicitaram uma reunião com a companhia para discutir a situação da categoria e apresentar alternativas para garantir a estabilidade no emprego aos trabalhadores.

Segundo Paulo Soares, presidente do Metabase Itabira, 30 empregados foram demitidos hoje no município. A Vale negou a informação. De acordo com os dados, foram desligados 62 empregados em Itabira, no período de outubro a dezembro de 2008 e outros 17 em janeiro deste ano. O saldo no ano passado, conforme a companhia, foi de 279 novas vagas, descontadas as demissões.

Os sindicatos reivindicam que a companhia aprove acordo para garantir a estabilidade no emprego; reintegre imediatamente os demitidos no último período e rejeite a remuneração mínima aos acionistas de US$ 2,5 bilhões já recomendada pelo Conselho de Administração.

A reivindicação é de que o teto de remuneração aos acionistas seja de US$ 1,25 bilhão, metade do valor indicado pela diretoria. Querem também que a companhia abdique de qualquer investimento no exterior para manter os empregos atuais.

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