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RIO - As chuvas que castigaram o Estado do Rio de Janeiro nos últimos dois dias significarão prejuízo às indústrias fluminenses principalmente nos quesitos de entrega de mercadorias e recebimento de matéria-prima. Os maiores impactos foram causados nas cidades de Niterói e São Gonçalo, na região metropolitana da capital, e nos bairros de Coelho Neto e Estácio, onde empresas deixaram de funcionar devido à ausência de funcionários.

RIO - As chuvas que castigaram o Estado do Rio de Janeiro nos últimos dois dias significarão prejuízo às indústrias fluminenses principalmente nos quesitos de entrega de mercadorias e recebimento de matéria-prima. Os maiores impactos foram causados nas cidades de Niterói e São Gonçalo, na região metropolitana da capital, e nos bairros de Coelho Neto e Estácio, onde empresas deixaram de funcionar devido à ausência de funcionários. Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), algumas empresas dessas regiões se queixaram de perdas na produção de até 40%, prevendo até cinco dias para recuperar 100% da capacidade produtiva. "Nessas regiões houve problemas com o fornecimento de energia elétrica e botijões de gás", diz a Firjan. De acordo com pesquisa realizada pela Federação, as empresas das regiões Norte (Campos, Macaé), Noroeste (Itaperuna, Pádua), Baixada (Caxias, Nova Iguaçu), Serrana (Petrópolis), Centro-Norte (Nova Friburgo) e Sul (Resende, Porto Real) não relataram impactos na sua produção, e praticamente não houve falta de funcionários porque a maioria mora perto do local de trabalho. "Apesar disso, várias se queixaram que seus escritórios comerciais no centro do Rio de Janeiro tiveram alto absenteísmo e, por isso, também terão algum tipo de prejuízo", acrescentou a Firjan. A pesquisa da Firjan foi realizada ontem com 28 empresas, sendo três de grande porte, nove médias e 16 pequenas. Ao todo essas empresas empregam cerca de quatro mil funcionários. (Rafael Rosas | Valor)
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