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Pequim, 4 fev (EFE).- O Governo chinês decidiu hoje aumentar a devolução do imposto de exportação para seus produtos têxteis de 14% para 15%, informou a agência oficial de notícias Xinhua.

A medida busca reduzir os custos dos exportadores e apoiar a indústria têxtil chinesa, afirmou o Conselho de Estado, que ainda não especificou uma data para a entrada em vigor do aumento.

Dentro de um plano geral para o setor têxtil chinês, que domina mais da metade da indústria mundial, o Conselho de Estado anunciou também ajudas para renovar a tecnologia do setor local e para desenvolver marcas nacionais.

As pequenas e médias empresas têxteis receberão apoio financeiro e serão reduzidas as unidades obsoletas, de alto consumo energético e poluentes.

Da mesma maneira, o Governo anunciou um plano para descentralizar o setor têxtil chinês do sudeste do país e estendê-lo para o centro e oeste do território, onde se concentram as províncias mais pobres.

Desde agosto, Pequim ordenou três aumentos da devolução dos impostos de exportação, a última delas em novembro, quando variou de 13% para 14%.

Nos últimos anos, os produtos têxteis chineses foram objeto de limitações por parte dos mercados americano e europeu, seus principais compradores, já que o baixo custo dos produtos chineses provocou grandes perdas nos setores têxteis locais.

As novas medidas para o setor são anunciadas depois que, em 1º de janeiro, foram eliminadas as cotas impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia (UE) contra os produtos têxteis chineses.

Entre janeiro e novembro de 2008, as exportações têxteis chinesas aumentaram 18,1%, para US$ 60,4 bilhões, enquanto as de roupas cresceram 3,1%, para US$ 108,7 bilhões, segundo estatísticas chinesas. EFE mz/an

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