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A China elevou pela terceira vez neste ano a quantidade de dinheiro que as instituições financeiras devem deixar imobilizada no banco central, sem emprestar a seus clientes, em mais uma tentativa de afastar os riscos de superaquecimento da economia e de formação de bolhas de ativos, especialmente a imobiliária. O Banco do Povo da China anunciou no domingo a alta em 0,5 ponto porcentual do chamado depósito compulsório, que passará a ser de 17% para as grandes instituições financeiras e de 15% para as pequenas.

A China elevou pela terceira vez neste ano a quantidade de dinheiro que as instituições financeiras devem deixar imobilizada no banco central, sem emprestar a seus clientes, em mais uma tentativa de afastar os riscos de superaquecimento da economia e de formação de bolhas de ativos, especialmente a imobiliária. O Banco do Povo da China anunciou no domingo a alta em 0,5 ponto porcentual do chamado depósito compulsório, que passará a ser de 17% para as grandes instituições financeiras e de 15% para as pequenas. A medida entrará em vigor no dia 10 de maio e deverá retirar de circulação cerca de US$ 44 bilhões. A explosão de empréstimos bancários no ano passado foi a principal fonte da reação da economia chinesa à crise financeira, que explodiu em 2008. Apesar da retração global, o país asiático conseguiu crescer 8,7%, graças à concessão de US$ 1,4 trilhão em financiamentos, o dobro do ano anterior e o equivalente a um terço do PIB chinês. A grande preocupação do governo agora é manter o crescimento sob controle. O PIB teve expansão de 11,9% no primeiro trimestre - o maior patamar em quase três anos_ e vários analistas afirmam que o ritmo está acima do potencial de expansão da economia chinesa, o que poderá gerar pressões inflacionárias.

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