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Taxas sobem 0,25 ponto porcentual, refletindo preocupação com alta dos preços de ativos e inflação persistente

O banco central da China anunciou a elevação das taxas de depósito e de empréstimo em 0,25 ponto porcentual pela primeira vez desde dezembro de 2007.

A elevação é a mais forte demonstração dos esforços recentes de Pequim para reduzir medidas de estímulo à economia introduzidas durante a crise financeira global de 2008 e também responde a uma elevação das pressões de alta na inflação.

Em nota, o banco central informou que a taxa de empréstimo em yuan para um ano foi elevada de 5,31% para 5,56% e que a taxa de depósito em yuan para um ano subiu de 2,25% para 2,50%.

"A alta da taxa de juro foi totalmente fora das expectativas do mercado", disse Zhu Jiangfang, economista-chefe da Citic Securities, em Pequim. Segundo ele, "o aumento recente da inflação deixou o juro real em território negativo. E eu acho que essa é a razão pela qual o banco central precisa elevar taxas de juros de forma tão precipitada".

Uma série de economistas, incluindo alguns conselheiros do BC chinês, sugeriram que a autoridade monetária elevasse os juros para manter os rendimentos em território positivo. A inflação anual ao consumidor chinês foi de 3,5% em agosto, e economistas esperam uma aceleração para 3,6% em setembro.

Ainda assim, a alta dos juros é surpreendente porque vários dos principais líderes haviam expressado confiança sobre o controle da inflação, dizendo que juros mais elevados poderiam atrair capital especulativo do exterior.

"Eles fizeram isso agora porque os dados do PIB e da inflação de quinta-feira são muito fortes para eles", disse Dariusz Kowalczyk, economista sênior do Credit Agricole CIB em Hong Kong.

( Com agências )


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