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Ministro chinês pediu maior comunicação e coordenação entre os países para superar a crise

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A China deve continuar a diversificar suas reservas estrangeiras depois que a Standard & Poor's rebaixou a nota de crédito dos Estados Unidos , o que aumentou o risco de manter muitos ativos em dólares, disse Jing Xuecheng, ex-vice-diretor do departamento de pesquisa do Banco do Povo da China (PBOC, na sigla em inglês), o banco central chinês. Segundo Jing, a situação da dívida dos EUA não melhorou fundamentalmente e ainda há riscos não resolvidos. 

"Nós devemos diversificar as reservas estrangeiras de ativos norte-americanos no longo prazo, embora esta operação não seja fácil", disse Jing, que atualmente atua como consultar do Instituto de Finanças da China, da Universidade de Pequim. Ele afirmou que a China deve olhar para outros mercados, como Europa e mercados emergentes, para buscar oportunidades de diversificação. As informações são da Dow Jones.

Ministro chinês pede coordenação contra crise

O ministro das relações exteriores da China, Yang Jiechi, afirmou que Pequim mantém a confiança na Europa, apesar do aumento do temor de contágio da crise na região. "Nós compramos muitos bônus europeus recentemente e continuaremos a apoiar a Europa e o euro no futuro", disse em entrevista concedida na Polônia e reproduzida no site oficial do ministério.

"Os problemas da dívida da Europa ainda estão em desenvolvimento e o risco de um default da dívida soberana nos EUA está se agravando", disse o ministro, que pediu que os governos aumentem a cooperação para superar a crise. "Todos os países têm que intensificar a comunicação e a coordenação, promover reformas no sistema financeiro mundial e aperfeiçoar a governança da economia global."

Com o maior volume de reservas internacionais do mundo - US$ 3,2 trilhões - a China tem especial interesse em evitar turbulências no mercado internacional que levem a flutuações no valor dos bônus soberanos e à depreciação do dólar, moeda na qual estão denominados 70% de seus ativos. Na manhã deste sábado, em editorial da agência estatal de notícias, o governo chinês criticou os EUA devido ao rebaixamento da nota de crédito e sugeriu a criação de uma nova moeda mundial.

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