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Pequim, 20 out (EFE).- A China desmentiu hoje que irá reduzir para 2011 suas cotas de exportações de metais terras-raras, essenciais para indústrias como a tecnológica e a militar, embora a imprensa oficial houvesse informado nesta terça-feira sobre essa possibilidade, que poderia afetar países como Estados Unidos e Japão.

Pequim, 20 out (EFE).- A China desmentiu hoje que irá reduzir para 2011 suas cotas de exportações de metais terras-raras, essenciais para indústrias como a tecnológica e a militar, embora a imprensa oficial houvesse informado nesta terça-feira sobre essa possibilidade, que poderia afetar países como Estados Unidos e Japão. O jornal "China Daily" tinha assinalado nesta terça-feira que o país reduziria essas cotas a um máximo de 30%, após tê-lo feito na segunda metade de 2010, a fim de proteger os metais preciosos da exploração excessiva, segundo o anunciado por um porta-voz do Ministério de Comércio. Segundo a reportagem do jornal, o funcionário afirmara que as cotas de exportação continuariam caindo durante o primeiro semestre do ano que vem. Após essa informação, o Ministério de Comércio divulgou hoje um comunicado, repercutido pela agência oficial de notícias "Xinhua", no qual qualifica de falsa e infundada a notícia divulgada pelo "China Daily". A China continuará fornecendo terras-raras a todo o mundo, garantiu o Ministério de Comércio. Na nota, o órgão ressalta que o país estabelecerá as cotas de exportação de terras-raras para 2011 de acordo com a extração, a demanda de mercado e as necessidades que surgirem para o desenvolvimento sustentável. O comunicado destaca também que, para proteger os recursos não-renováveis e o desenvolvimento sustentável, a China manterá medidas restritivas na exploração, produção e exportação de terras-raras, algo que, segundo o Ministério, não contraria as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). O grupo de terras-raras é composto por 17 elementos químicos, fundamentais para algumas indústrias de alta tecnologia, como a de fabricação de turbinas eólicas, veículos híbridos e mísseis. EFE egs/sa

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