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A China afirma que não aceitará que governos tratem da variação do câmbio na reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) que começa amanhã em Genebra. Pequim está sendo pressionada a permitir uma certa flexibilização em sua moeda e é acusada de manipular o câmbio para garantir maiores exportações.

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No final de 2009, a China deve se estabelecer como a maior exportadora do mundo, superando a Alemanha e Estados Unidos.

Mas em Washington, Bruxelas e mesmo nos países emergentes, a pressão aumenta contra o comportamento dos chineses. "Queremos estabilidade no câmbio", defendeu o embaixador da China na OMC, Sun Zhenyu. Segundo ele, a OMC "não é um lugar para tratar de câmbio. Isso é para o Fundo Monetário Internacional (FMI)", disse.

Mas outros governos insistem que a variação cambial os afeta de forma mais importante que as próprias tarifas. "Temos de falar de câmbio. Não há como escapar desse assunto", alertou Nestor Stancanelli, negociador-chefe de Buenos Aires. A Argentina, no início da crise financeira, acusou o Brasil de ter promovido uma desvalorização competitiva do real, para ajudar nas exportações do País.

A Índia também quer tratar do assunto. "Tudo o que está relacionado com o comércio deve estar sobre a mesa", afirmou Ujal Bhatia, embaixador da Índia na OMC. O Brasil não deve tocar no tema durante a reunião ministerial da OMC.

Na semana passada, a OMC violou algumas de suas regras mais básicas ao ousar falar do impacto do câmbio no comércio. A entidade estimou que o uso de moedas locais encareceria os custos de comércio para os exportadores, em um apoio ao dólar. Já a China estima que está na hora de falar no uso de moedas locais para o comércio, inclusive com o Brasil e Rússia. Mas admite que a mudança levará "algum tempo ainda para ocorrer". "A superpotência é ainda a economia norte-americana", disse Sun.

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