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China prometeu aumentar a coordenação com o Fundo Monetário Internacional para impulsionar reforma econômica e financeira mundial

A China prometeu aumentar a coordenação com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para impulsionar a reforma dos sistemas econômico e financeiro mundiais, anunciou o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, em declarações divulgadas pela agência oficial de notícias "Xinhua".

"Atualmente, a economia mundial está se recuperando lentamente, mas o panorama ainda permanece incerto", disse Wen ao diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, durante uma reunião em Pequim.

O primeiro-ministro chinês indicou que, "para superar completamente a crise financeira mundial e realizar um desenvolvimento sustentável, é necessário que a comunidade internacional siga o caminho dos benefícios mútuos e o desenvolvimento comum" e que "intensifique a reforma dos sistemas econômico e financeiro mundiais".

Strauss-Kahn qualificou as medidas da China contra a crise como "corretas" e assinalou que o FMI avalia a posição e papel da China. O diretor-gerente do FMI também destacou o desejo de estabelecer relações mais estreitas com a China e fez um apelo para que os países se ajudem mutuamente e consigam assim consolidar o impulso de crescimento da economia mundial.

O vice-primeiro-ministro Wang Qishan pediu ajustes nas regras e padrões econômicos mundiais para manter o ritmo do desenvolvimento da economia mundial. Wang indicou também que "a comunidade internacional deve trabalhar para garantir o êxito da próxima Cúpula do G20" - Grupo dos 20, países ricos e emergentes -, que começará em 11 de novembro em Seul. Nesta terça-feira, a China aumentou 0,25 ponto percentual a taxa básica de juros, que agora são de 5,56%, na primeira alta desde 2007.

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