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A China acusou nesta segunda-feira o governo dos Estados Unidos de aumentar o protecionismo e afirmou que os pedidos de Washington para que permita uma valorização de sua moeda, o yuan, são injustos, durante a visita do presidente americano Barack Obama.

Obama desembarcou em Xangai no domingo para uma visita de três dias destinada a convencer o governo chinês de que os Estados Unidos são um parceiro, e não um rival.

Analistas acreditam que Obama pedirá a China que reconsidere o valor do yuan, que para Washington é mantido desvalorizado artificialmente para aumentar as exportações chinesas.

No entanto, o ministério do Comércio chinês reiterou nesta segunda-feira que o governo vai manter o yuan estável e completou que as pressões americanas são "injustas".

"É preciso criar um ambiente estável e previsível para as empresas, incluindo políticas econômicas e cambiais, para permitir que a economia global cresça regularmente e que as exportações da China se recuperem", declarou o porta-voz do ministério, Yao Jian.

Ele completou que os Estados Unidos "continuam" permitindo que o dólar caísse "para incrementar sua competitividade", ao mesmo tempo que pedem uma valorização do yuan.

O diretor geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, foi outro que voltou a defender nesta segunda-feira em Pequim uma valorização de algumas moedas asiáticas, em especial do yuan.

wf/fp

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