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O presidente e executivo-chefe da seguradora American International Group (AIG), Edward Liddy, terá um salário anual de US$ 1 em 2008 e 2009, e outros executivos ficarão sem bônus e aumentos salariais neste e no próximo ano, informou nesta terça-feira a companhia. A seguradora, que recebeu do governo dos Estados Unidos um aporte de US$ 150 bilhões para continuar funcionando, decidiu de forma voluntária restringir as compensações previstas para seus principais executivos.

Fora isso, foi proposta a elaboração de um plano interno para garantir que os fundos públicos recebidos não sejam usados no pagamento de bônus ou outras compensações aos cerca de 60 executivos da empresa.

"Estamos muito agradecidos pela assistência que recebemos e sabemos que temos a obrigação de usar essa ajuda na recuperação da AIG, contribuir para a economia e pagar aos contribuintes", assinalou Liddy em comunicado.

O diretor, que entrou na empresa em 18 de setembro, terá um salário anual simbólico de US$ 1 em 2008 e 2009, embora poderá optar por uma compensação especial em 2010 de acordo com os resultados obtidos.

O executivo-chefe da AIG ressaltou que esse conjunto de ações demonstra que a seguradora está centrada em superar seus problemas financeiros "de modo que a AIG devolva o valor aos contribuintes e aos acionistas". Várias instituições financeiras têm anunciado nas últimas semanas que estão cancelando bônus para altos executivos, incluindo a Goldman Sachs, o UBS e o Barclays.

Analistas comentam que as instituições que estão se utilizando do dinheiro público deveriam tomar a mesma medida. Na semana passada, os parlamentares questionaram executivos das montadoras que foram para Washington de jatinhos pedir socorro oficial para evitar a falência de suas companhias.

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