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Caracas, 3 dez (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou hoje que nacionalizará dois pequenos bancos fechados esta semana por supostas irregularidades, os quais reabrirão suas portas antes de 24 de dezembro.

Chávez assegurou que seu Governo optou por "passar os bancos Confederado e Bolívar ao sistema financeiro público após sua reabilitação e fortalecimento", em processo conduzido por uma junta interventora.

Outros dois bancos fechados, Banco ProVivienda e Banco Canarias, estão em processo de liquidação. Seus clientes iniciaram ontem os trâmites para recuperar até dez mil bolívares (US$ 4.651), montante garantido por lei.

Durante um Conselho de Ministros transmitido pela televisão estatal, Chávez não deu o valor exato das entidades intervindas, cujos ativos estão sendo atualmente analisados pelas autoridades, e só apontou que englobam 160 mil clientes.

O presidente venezuelano reiterou que seu Governo garante as economias dos depositantes afetados pelo fechamento destas quatro entidades, que representam ao redor de 5% das captações do sistema financeiro nacional.

Em maio, Chávez nacionalizou o Banco da Venezuela, comprado do grupo espanhol Santander por US$ 1,06 bilhão, como parte de seu fortalecimento do sistema público financeiro.

"Haverá aqui uma hegemonia dos bancos públicos. Vamos criar todo um sistema financeiro público", declarou o presidente venezuelano ontem ao falar sobre a crise bancária que afetou as últimas quatro entidades intervindas.

Chávez também destacou ontem que não duvidaria em "intervir em todos os bancos privados" da Venezuela se o setor cometer irregularidades.

O presidente do Conselho Bancário Nacional da Venezuela (CBN), Víctor Gill, afirmou hoje que os bancos privados do país "estão cumprindo com suas obrigações" e, por isso, não teme a advertência do Governo de uma eventual nacionalização do setor.

Além disso, a patronal venezuelana Fedecámaras insistiu hoje em que o sistema financeiro do país "é robusto e confiável", e pediu que a população "mantenha a calma" frente a esta crise "pontual".

Após a intervenção nos quatro bancos privados, surgiram rumores sobre uma suposta crise financeira que foram desmentidos tanto pelas autoridades do setor, como pelos representantes das instituições bancárias da Venezuela. EFE afs/bba

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