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Buenos Aires, 5 ago (EFE) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou hoje em Buenos Aires que se o chefe de Estado boliviano, Evo Morales, for derrotado no plebiscito convocado para domingo sairá do Governo com dignidade.

"Há um processo democrático na Bolívia, se Evo (Morales) perder o plebiscito, tenho certeza de que sairá do Governo com dignidade", disse Chávez em entrevista coletiva na capital argentina, onde concluirá hoje uma visita de trabalho.

"Mas tenho certeza de que vai seguir lutando e todas as pesquisas indicam que ganhará com 60%", acrescentou o presidente venezuelano, que denunciou os atos de violência que estão ocorrendo na Bolívia contra Morales.

"Tomara que a oposição boliviana aceite os resultados, mas estes fatos de violência indicam que não estão dispostos a aceitar resultados democráticos", afirmou.

Segundo Chávez, Morales está desenvolvendo na Bolívia uma "revolução" democrática que deve seguir em frente.

"Permitam que seja uma revolução pacífica, não fechem a porta às mudanças pacíficas, porque o que pode vir pode ser pior", advertiu.

Chávez, que chegou na segunda-feira a Buenos Aires, suspendeu hoje a viagem que faria à cidade boliviana de Tarija, acompanhado da presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, devido aos protestos registrados no aeroporto desta localidade pela anunciada presença de Morales.

Fontes diplomáticas disseram à Agência Efe que Chávez decidiu suspender a viagem a pedido de Evo Morales, que recomendou a seus colegas que não fossem a Tarija "por motivos de segurança".

O presidente venezuelano acusou dos incidentes "quintas colunas" do "império" que, segundo disse, estão empenhados em impedir a união dos países latino-americanos.

No referendo convocado para 10 de agosto, a população decidirá se devem seguir nos cargos Morales, o vice-presidente, Álvaro García Linera, e oito dos nove governadores regionais do país. EFE mar/db

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