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O objetivo é elevar a capacidade de moagem da usina de 3,5 milhões para 5,5 milhões de tonelada

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A Cerradinho Bioenergia vai investir R$ 450 milhões na ampliação da capacidade industrial e da área plantada com cana-de-açúcar em sua unidade Porto das Águas, localizada em Chapadão do Céu, Goiás. A informação é do presidente da Cerradinho, Luciano Sanches Fernandes. Segundo ele, os investimentos irão elevar a capacidade de moagem da usina dos atuais 3,5 milhões de toneladas para 5,5 milhões de toneladas.

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Na safra 2012/13, a expectativa é de que a colheita fique em 2,7 milhões de toneladas, devendo crescer gradualmente até atingir os 5,5 milhões de toneladas em 2016/17. Outra novidade é que a Cerradinho Bioenergia tem como conselheiro independente o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, desde a semana passada.

Fernandes conta que a crise financeira que atingiu o setor e as duas quebras consecutivas de safra fizeram com que as metas da Cerradinho Bionergia retardassem o projeto do Chapadão do Céu em um ano. "Estamos investindo no plantio de cana para recompor a lavoura. Iremos expandir 13 mil hectares com cana nesta safra", disse ele. Com os investimentos focados na ampliação industrial e agrícola, a Cerradinho Bioenergia decidiu postergar a construção da segunda unidade da Usina Porto das Águas - que estava orçada em cerca de R$ 700 milhões - para depois que a ampliação da primeira estiver concluída.

A capacidade instalada seria semelhante. A Porto das Águas foi o único ativo do setor sucroalcooleiro remanescente do antigo grupo Cerradinho. Endividada em um momento de baixa liquidez do mercado, o grupo Cerradinho acabou vendendo suas usinas localizadas em Catanduva e Potirendaba, no interior paulista, para o Noble Group em dezembro de 2010 por R$ 1,5 bilhão, incluindo a dívida de cerca de R$ 1 bilhão.

A Usina Porto das Águas permaneceu com o grupo Cerradinho e a estratégia seria formar um polo energético ao seu redor. Focada na produção de etanol e energia elétrica a partir de cogeração, a usina deve produzir 250 milhões de litros de etanol na safra 2012/13 ante 210 milhões de litros na safra anterior. A produção de energia elétrica atinge 22 Megawatts médios, dos quais 18 MW médios já foram comercializados através de leilões de energia.

"Estamos analisando o mercado livre para vender a energia restante", disse Fernandes. O executivo conta que a empresa teve problemas para entregar a energia vendida em leilão porque a conexão não ficou pronta a tempo. Desde o final de 2011, contudo, a conexão foi estabelecida e a Cerradinho já entrega normalmente a energia gerada. Segundo Fernandes, a usina também conseguiu receber o pagamento pela energia que gerou mas não conseguiu entregar por falta da conexão.

A Cerradinho está analisando a entrada também na produção de açúcar. Mas isto não deve acontecer no médio prazo porque a empresa não possui uma logística estruturada para o transporte de açúcar. "Toda nossa estrutura logística está voltada para o etanol", disse Fernandes. A empresa possui contratos de longo prazo com a ALL para o transporte de etanol e possui um terminal próprio em Chapadão do Céu para embarque do produto.

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