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O sistema logístico da Região Centro-Oeste deve recuperar o tempo perdido até 2014, garantiu ontem o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, em palestra no 3.º Fórum Estadão Regiões Centro-Oeste.

O sistema logístico da Região Centro-Oeste deve recuperar o tempo perdido até 2014, garantiu ontem o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, em palestra no 3.º Fórum Estadão Regiões Centro-Oeste. A série de debates sobre as regiões brasileiras começou no ano passado com o Norte e Nordeste. Amanhã o Estado publica um caderno especial com as questões debatidas no Fórum Centro-Oeste, região que cresceu o dobro da média nacional nos últimos dez anos e já responde por 14,1% da soja produzida no mundo. O diretor do Denit enumerou investimentos já contratados pelo governo, como parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 1 e 2). "O Centro-Oeste terá investimentos de R$ 6 bilhões previstos no PAC 1 e R$ 18 bilhões no PAC 2", disse Pagot. Outros R$ 6 bilhões estão previstos para o setor ferroviário. Durante o fórum, os palestrantes ressaltaram que os problemas de infraestrutura e logística são o principal entrave ao desenvolvimento. Ambiente. Os participantes do fórum criticaram também os entraves representados pela legislação ambiental. O ex-ministro da Agricultura Reinhold Stephanes disse que o escoamento da produção do Centro-Oeste para o Norte do País tornou-se inviável por causa das reservas indígenas e unidades de conservação ambiental existentes na Amazônia Legal. "Todas as passagens para o destino Norte, que seria mais racional, pela proximidade dos mercados consumidores, estão bloqueadas", afirmou o ex-ministro". Ele criticou a dificuldade para obtenção de licenças ambientais para construção de estradas, hidrovias e ferrovias na Amazônia Legal. Por causa desses entraves, disse Stephanes, não há nem sequer estudos e projetos logísticos para a região.

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