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Ministério da Fazenda dará resposta em 15 dias, quando deve anunciar também uma desoneração tributária para o setor automotivo

As centrais sindicais discutiram hoje a isenção do Imposto de Renda (IR) sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) recebida pelos trabalhadores das empesas. A comitiva foi recebida pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Após três horas de conversas, os sindicalistas saíram com a promessa de que a Fazenda dará uma resposta formal em 15 dias, depois de analisar os impactos da isenção. “O governo topou abrir uma negociação”, disse o presidente da Força Sindical e deputado federal Paulinho (PDT-SP).

O argumento das centrais é de que a isenção injetará R$ 1,8 bilhão na economia. A proposta foi apresentada como emenda da Medida Provisória 566, que engloba uma série de medida para desonerar o setor público. “A grande vantagem é que estamos vivendo um crescimento interno com renda e a forma de colocar mais renda no mercado é a isenção. Quanto mais dinheiro para o trabalhador, melhor para o consumo”, sugeriu o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique.

As centrais manterão o calendário de manifestações para pressionar o governo a aprovar a isenção da PLR. “Vamos colocar o trabalhador na rua para pressionar o governo”, afirmou Paulinho da Força.

Os atos acontecerão nos próximos dias em Porto Alegre, São Paulo, Florianópolis e Manaus.

Desoneração para montadoras
O Ministério da Fazenda estuda também uma nova desoneração para as montadoras de veículos instaladas no país. As medidas deverão ser anunciadas em 15 dias.

As centrais sindicais aproveitaram a indicativa dada por Mantega para cobrar um aumento no índice de nacionalização dos automóveis montados no país. O recado ao Planalto foi dado ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, presente na reunião. “Hoje [o índice] é de 8% e queremos que chegue a pelo menos 21%”, disse Paulinho da Força..

Já Artur Henrique, da CUT, foi duro na crítica à estratégia das montadoras de contabilizar até mesmo gastos com publicidade como item de nacionalização para completar o índice obrigatótio. “Não queremos apenas apertar parafuso, queremos desenvolver os carros, a tecnologia. É preciso resposta concreta [do governo]”, criticou.

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