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Bruxelas, 25 fev (EFE).- A Comissão Europeia (CE, órgão executivo da União Europeia) disse hoje que é necessário reestruturar o setor automotivo, que passa por uma grave crise, e advertiu contra as tentações de aplicar medidas protecionistas em escala nacional no setor.

A CE afirmou aos países da União Europeia (UE) que têm uma série de medidas para apoiar o setor dentro dos limites das normas europeias, como as gratificações ao desmantelamento, as ajudas à pesquisa, desenvolvimento, meio ambiente ou reestruturação, e um melhor acesso ao financiamento.

O comissário de Empresa e Indústria da UE, Günter Verheugen, advertiu, em entrevista coletiva, que, "na realidade, não existe mais nenhum fabricante nacional" na União Europeia, e disse que as ajudas nacionais que não respeitarem as normas comunitárias podem ter efeitos "explosivos".

Acrescentou que superar a crise do setor "é possível, mas só se pensarmos e agirmos em escala europeia".

Verheugen deixou claro que a indústria do motor que sair da crise atual "não será como antes", e disse que a indústria do automóvel deve experimentar "uma mudança estrutural que teria que ter sido realizada antes".

O comissário acrescentou que todas as análises a médio e longo prazo coincidem em que o futuro do setor são boas, mas disse que a indústria deve se concentrar em veículos que respeitem mais o meio ambiente.

"O carro do futuro será verde ou não será nada", afirmou Verheugen.

A CE aprovou hoje um documento que servirá de base de discussão sobre este setor para a reunião informal de chefes de Estado e de Governo de domingo, que se centrará na situação econômica para preparar a cúpula de 19 e 20 de março.

A Comissão Europeia está estudando atualmente cinco planos nacionais de apoio ao setor do automóvel (os da Espanha, França, Itália, Reino Unido e Alemanha).

A comissária de Concorrência da UE, Neelie Kroes, adiantou que seus serviços tramitarão "com bastante rapidez" os planos, mas advertiu que se garantirá que todos cumprem as normas sobre ajudas de Estado e não estão distorcendo a concorrência. EFE rcf/an

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