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SÃO PAULO - O comportamento da taxa de câmbio refletiu bem o dia de impasse nos mercados depois da segunda-feira de euforia. O dólar chegou a operar em leve baixa, mas a cautela acabou ditando o fechamento do pregão.

No final da jornada, o dólar comercial era negociado a R$ 1,781 na compra e R$ 1,783 na venda, valorização de 0,33%. Vale lembrar que ontem, em meio a euforia do novo plano de socorro ao euro, a moeda perdeu 3,99%, para R$ 1,777 na venda. Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar ainda teve leve baixa de 0,03%, para fechar a R$ 1,7765. O volume foi de US$ 34,5 milhões, 60% menor que o observado ontem. Já no interbancário, o giro estimado ficou ao redor dos US$ 1,7 bilhão. O gerente de câmbio da Fair Corretora, Mário Battistel, chama atenção para o tímido volume de negócios. Segundo o especialista, tanto importadores quanto exportadores estão fora do mercado em função da elevada oscilação de preço. Olhando para o campo externo, Battistel avalia que o plano de 750 bilhões de euros desenhado para salvar a zona do euro não deixa de ser positivo, mas que os agentes já começam a questionar a origem de tanto dinheiro e se os países que recorrerem às linhas se sujeitarão aos mandos do Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo o especialista, há de se levar em consideração a aceitação social de medidas recessivas. Basta lembrar da série de protestos que chegaram a resultar em mortes na Grécia. "A confiança não é tão grande de que os governos vão fazer o que estão falando que vão fazer", diz. Ainda de acordo com o gerente, o dia também foi pautado por um pouco de realização de lucros, não só no câmbio, mas também em outros mercado, depois das oscilações acentuadas de ontem. (Eduardo Campos | Valor)

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