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O dólar comercial negociado no mercado interbancário fechou estável a R$ 1,722 nesta quarta-feira, após oscilar entre a mínima de R$ 1,716 e a máxima de R$ 1,724. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista subiu 0,09% e encerrou o pregão a R$ 1,7235.

De acordo com operadores, os investidores olharam para o comportamento "de lado" da moeda norte-americana no exterior e não quiseram assumir posições mais arriscadas antes da divulgação nos EUA do nível de emprego ("payroll") de novembro, na sexta-feira.

Segundo o economista Miguel Daoud, diretor da Global Financial Advisor, a razão da cautela é que o emprego é o último indicador econômico que aponta se a retomada do crescimento nos Estados Unidos está se realizando ou não. Assim, se os dados de emprego a serem divulgados vierem melhores que o esperado, irão corroborar outros indicadores recentes favoráveis e o mercado deve refazer suas apostas para a política monetária dos EUA, prevendo uma antecipação do início do aperto nos juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central), afirmou Daoud.

Hoje, os números da ADP/Macroeconomic Advisers sobre as condições de emprego no setor privado nos EUA foram piores do que as previsões. Contudo, outros indicadores divulgados ajudaram a neutralizar o efeito negativo sobre os mercados dos dados do setor privado. Em sua pesquisa, a ADP disse que o setor privado cortou 169 mil vagas de emprego em novembro, superando a previsão dos economistas de perda de 150 mil postos de trabalho.

No leilão vespertino de compra de dólar, o Banco Central fixou a taxa de corte das propostas em R$ 1,7247. A compra diária de dólares realizada pelo Banco Central aumentou as reservas internacionais em US$ 2,678 bilhões em novembro, conforme levantamento preliminar feito até o dia 27. Dados da autoridade monetária divulgados hoje mostram que na quarta semana do mês, entre os dias 23 e 27 de novembro, essas intervenções diárias somaram US$ 690 milhões às reservas internacionais. Desde que a compra diária de dólares foi retomada em 8 de maio deste ano, o BC já retirou US$ 23,679 bilhões do mercado à vista.

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