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"Falavam na cidade que eu só tinha torneiras de ouro", diz o piloto Luiz Michielin Neto, dono do Castelo de Araras

Ser dono de um castelo em pleno 2011 é algo que requer, além de condições financeiras para manter a propriedade, um bocado de bom humor. Especialmente se o imóvel estiver no alto de um morro em uma cidade pequena - a paulista Araras tem pouco mais de 100 mil habitantes. Luiz Michielin cumpre as duas funções: cuida do gramado e alimenta o mito em torno da construção medieval.

Greg Salibian/iG
"Raimundo": esqueleto para justificar lendas
"Falavam na cidade que eu só tinha torneiras de ouro. Um dia um jardineiro disse que as pessoas estavam curiosas. Pedi para ele: diga que você é o único estranho com acesso aqui porque sabe como roçar os túmulos que temos no fundo do castelo", diz o piloto, entre risadas.

Outra lenda do castelo, criada pelo próprio dono, narra que um operário morreu decapitado durante a construção ao cair de uma das torres. Sem família em São Paulo, o homem foi enterrado no próprio terreno. E o espírito dele permanece por lá, assombrando a casa.

É ficção com enredo e fantasia: para justificar a história, e entreter visitantes, Michielin colocou um esqueleto de plástico e uma caveira na passagem secreta que leva à adega. "Não conte o lugar da passagem. É secreta", brinca o aviador. "E avise que não estamos abertos para visitação. A propriedade é particular. E tem fantasma", complementa, com nova onda de gargalhadas guturais.

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