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O presidente da Usiminas, Marco Antônio Castello Branco, anunciou hoje que deixará o cargo no próximo dia 30 de abril. "A decisão foi um encontro da vontade dos acionistas e da minha", afirmou.

O presidente da Usiminas, Marco Antônio Castello Branco, anunciou hoje que deixará o cargo no próximo dia 30 de abril. "A decisão foi um encontro da vontade dos acionistas e da minha", afirmou. O sucessor ao cargo será o presidente do Conselho de Administração da companhia, Wilson Brumer. O novo presidente do Conselho será Israel Vainboim, indicado pela Nippon Steel. Há um rodízio de dois anos para a indicação da presidência do Conselho. Brumer havia sido indicado por Votorantim e Camargo Corrêa. A mudança da presidência da Usiminas significará continuidade do planejamento da empresa, mas alteração na forma de gestão. A avaliação é de Brumer. "Gosto muito de diálogo. Sou mais mineiro que o Marco", afirmou a jornalistas, após o anúncio da mudança. Castello Branco concordou com o colega, a quem chamou de "conciliador". "A capacidade conciliadora vai ser restaurada com a vinda do Wilson para a presidência da Usiminas", disse o atual dirigente da companhia. A maneira de gerir de Castello Branco, "nem sempre delicada", conforme expressão utilizada hoje pelo próprio executivo enfrentou resistências na empresa. "Temos de reconhecer a realidade como é e não do jeito que a gente gosta", disse. Castello Branco assumiu a presidência da Usiminas com a saída do ex-presidente, Rinaldo Campos Soares, que ocupou o cargo por 17 anos. Nos dois anos em que esteve à frente da Usiminas, realizou o primeiro plano de desligamento voluntário da empresa, reestruturou a base de fornecedores e enfrentou as consequências da crise financeira internacional. "Esses fatores foram marcantes para a Usiminas nos últimos dois anos e geram reações, que têm um custo político", afirmou. As reações enfrentadas por Castelo Branco foram mencionadas hoje também por Brumer, que, em vários momentos da entrevista, pediu "paz" para a empresa. Segundo o novo presidente da Usiminas, chegou o momento necessário para mudança da gestão. "Não há vencidos nem vencedores. Não diria que houve um movimento para derrubar Marco Antônio", disse. Ressaltando que assume a "responsabilidade política" por suas decisões, Castello Branco disse que, em nenhum momento, abriu mão de fazer as modificações necessárias para a empresa e que não houve solicitações para que elas não fossem feitas. Castello Branco disse não se arrepender de nenhuma das mudanças realizadas. "Entendo que a Usiminas não queira ser afetada pelo desgaste ligado a minha maneira de gerir", destacou. Para o novo presidente da Usiminas, o setor não é novidade. Brumer atuou na Vale por 17 anos, tendo ocupado, entre outros cargos, o de presidente da companhia. Ocupou a cadeira de presidente também na Acesita (atualmente, ArcelorMittal Inox) e na CST (atual ArcelorMittal Tubarão) e esteve à frente da presidência do Conselho da BHP Billiton. "Tenho experiência no setor minero-metalúrgico e siderúrgico e estou no Conselho da Usiminas ha três anos, dois deles como presidente."
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