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A situação da Odebrecht no Equador tem a ver com o não-cumprimento dos contratos no país, o que significa prejuízo para o Estado equatoriano e para seu povo, afirmou hoje a ministra das Relações Exteriores do Equador, Maria Isabel Salvador. Como ministra das Relações Exteriores, eu ratifico e reitero que em nenhum momento essa situação afetará nossa excelente relação com o governo do Brasil, disse.

A ministra informou que está analisando qual a situação do crédito concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a construção da usina San Francisco e, por isso, afirmou que não poderia se pronunciar sobre se o pagamento ao banco brasileiro seria interrompido. "Estamos analisamos os temas e vamos nos manifestar quando tivermos precisão", disse ela na sede da missão do Equador junto à Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, Estados Unidos.

O funcionamento da hidrelétrica foi interrompido em junho, mas a decisão da Odebrecht saiu a poucos dias do referendo para aprovar a nova Constituição do país, que acontece no domingo. De acordo com Maria Isabel, a decisão tomada nesta semana nada tem a ver com o referendo.

"Não tem nada a ver um com outro. Você (a repórter que fez a pergunta) insinua a demora do Equador em tomar a decisão (sobre a Odebrecht). Isso prova que o Equador não toma decisões apressadas nem simplesmente em represália de algo. Fizemos uma análise muito séria do contrato existente, em detalhes e em profundidade. Detectamos claramente o não-cumprimento (do documento) e isso nos levou à decisão. Somos um Estado responsável", disse.

Ontem, o presidente equatoriano, Rafael Correa, confiscou bens e projetos da construtora, expulsando-a do país, e proibiu os executivos da Odebrecht de saírem do Equador por terem negado a pagar indenização pelos supostos prejuízos causados por paralisações na hidrelétrica de San Francisco.

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