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De acordo com especialistas em etiqueta, traje masculino ainda é sinônimo de credibilidade

Velho conhecido dos executivos, o terno e gravata ainda é o traje mais adequado, na maioria das vezes, na opinião de especialistas em etiqueta. Apesar de dispensável em empresas mais informais, a dobradinha ajuda a passar uma imagem de competência e credibilidade, segundo Ligia Marques, consultora de etiqueta e marketing pessoal. “As profissões mais tradicionais como as que envolvem cargos jurídicos e do mercado financeiro não costumam dispensar o terno e gravata. Eles garantem uma boa imagem do profissional e da empresa”, afirma.

De acordo com a coordenadora da área de moda do Senac São Paulo, Tatiana Putti, o profissional deve se informar sobre o código de etiqueta da empresa com a área de Recursos Humanos ou com o chefe. “Também vale observar o ambiente e ver como os colegas se vestem. Se o chefe não usa terno, é estranho que o subordinado se vista dessa forma” diz.

Terno é item indispensável, exceto em empresas com perfil bem informal
Montagem José Dionísio
Terno é item indispensável, exceto em empresas com perfil bem informal
Casual Day

Usar ou não terno e gravata em uma reunião sexta-feira vai exigir sensibilidade do profissional. “O executivo precisa saber qual o grau de formalidade do mercado em que atua a empresa a ser visitada e buscar um equilíbrio entre o cliente e a companhia na qual trabalha”, explica Tatiana.

Para uma reunião de negócios, dependendo do tipo de mercado, o traje poderá ser deixado de lado. “Nesse caso, o profissional pode recorrer ao uso de uma calça social com camisa e blazer, o que o deixará bem vestido na medida certa”, diz Ligia.

Deslizes mais comuns

Gravada e meia representam os pontos fracos dos homens no quesito vestimenta. “O comprimento da meia social deve garantir que não apareça a pele do profissional quando ele senta”, afirma Tatiana. O acessório deve combinar com o sapato. “Meias brancas com sapato social é outro erro comum e grave, assim como não saber combinar cores de camisa, paletó e gravata”, diz Ligia. “Cores estranhas, como terno verde e sapato mostarda depõem contra a imagem.”

Mesmo no verão, segundo as especialistas, o profissional deve dar preferência às cores escuras. “Vale investir em camisas e gravatas de tons mais claros, mas o terno claro no ambiente corporativo não é indicado”, afirma a coordenadora do Senac

Escolher com cuidado os modelos e tecidos também é essencial. Camisas de puro algodão amassam mais fácil e paletós mal ajustados passam a imagem desleixada. “Observar os outros, frequentar lojas de qualidade para ver o que e como se usa e buscar informações com especialistas são atitudes recomendadas”, afirma Ligia.

Hora da entrevista

Na busca por um emprego o terno e gravata é a melhor pedida. “Em entrevistas em consultorias e nas áreas jurídica, financeira, política e em multinacionais o terno deve prevalecer”, diz Tatiana.

Ligia concorda e afirma que a entrevista de emprego é um momento único, em que o candidato precisa estar com a melhor aparência possível. “As pesquisas mostram que o homem não vai errar se estiver usando terno azul marinho ou cinza, camisa branca ou azul clara e uma gravata que tenha algum detalhe em vermelho. Isso inconscientemente atrai a atenção”, explica Ligia.

Para mercados mais informais, ela acredita que o melhor é investir no uso de uma calça social com camisa e blazer. “Não dá para ser muito informal numa entrevista de emprego usando, por exemplo, jeans”, conclui.

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