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Atitudes ecológicas são bem-vistas, mas ainda pouco disseminadas nas firmas

Economizar os copos plásticos, imprimir no verso do papel já usado e apagar as luzes ao sair são atitudes pequenas, mas muito bem-vistas pelos gestores. Contudo, apenas essas medidas isoladas não caracterizam um profissional como alguém preocupado com o meio ambiente.

“Como essas ações trazem benefícios tangíveis e explícitos, há disposição para alterar o hábito no âmbito doméstico. Mas ser sustentável dessa forma não é suficiente. É preciso avançar, porque no cenário geral ainda não há essa consciência”, afirma Marlene Ortega, diretora-executiva da Universo Qualidade , de treinamento corporativo.

Ela complementa dizendo que para ser um profissional sustentável é preciso ir além: é preciso ter ética, entender o que isso significa e se aprofundar. “Toda campanha ou diálogo que se estabelece é muito válido, desde que não fique no nível teórico. É preciso demonstrar engajamento através da ação, transformar a ideia em resultado. O discurso precisa ter coerência com a ação, senão é um autoengano, uma promoção falsa”, afirma Marlene.

Incentivo

Para Ricardo Rose, diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Câmara Brasil-Alemanha , apesar da boa imagem que causa toda pessoa preocupada com o meio ambiente, dificilmente o funcionário buscará por si só ações para otimizar os resultados e melhorar o entorno de onde a empresa está instalada.

“As pessoas ainda não têm essa consciência ambiental. São poucos os profissionais que entendem os processos e conseguem enxergar possibilidades de torná-lo mais sustentável, sem o incentivo das empresas. Isso começará a aparecer a partir do momento em que se cria um ambiente favorável e aberto a discussões”, diz Rose.

De acordo com o diretor, todo empresário espera que os colaboradores se envolvam na empresa. Isso demonstra comprometimento para melhorar e conta pontos, pois a pessoa mostra que tem liderança e criatividade.

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