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Traçar metas e reavaliar cenários e aptidões ajudam a alcançar o sucesso profissional

Pensar a carreira como uma empresa, com metas e estratégias claras, além de reavaliações constantes, pode ser um caminho interessante na hora de planejar seus rumos profissionais.

Apesar de a correria, muitas vezes, deixar esse exercício importante em segundo plano, planejar a carreira aumenta significativamente as chances de o profissional atingir o que deseja.

A prática deve ser frequente, já que os rumos tendem a mudar ao longo do tempo. Isso porque um dos pontos principais a ser considerado é a identidade profissional, que nada mais é do que as aptidões naturais e as desenvolvidas durante a trajetória nas empresas. "A identidade profissional é fruto de escolhas. A carreira está mudando e hoje é mais versátil. O profissional não faz apenas movimentos verticais, mas também horizontais", afirma a professora de gestão de liderança, carreira e coaching da Business School São Paulo (BSP) Cristina Camargo.

Cristina, da BSP: carreira deve ser vinculada às aptidões do profissional
Divulgação
Cristina, da BSP: carreira deve ser vinculada às aptidões do profissional
Aptidões X ambições financeiras

De acordo com ela, um quesito fundamental é o autoconhecimento. "Só assim o profissional entende o que realmente gosta de fazer", afirma. Para o consultor organizacional e senior partner da Alliance Coaching, Silvio Celestino, o planejamento de carreira deve ser baseado em dois alicerces: realização pessoal e metas financeiras. "É preciso que haja equilíbrio entre esses dois fatores", afirma.

Para isso, o primeiro passo é o profissional avaliar o que gosta de fazer e colocar em um papel quais suas ambições financeiras, em que tipo de casa quer morar, o bairro, onde pretende passar as férias, o carro que deseja etc. A etapa seguinte é tentar conectar as aptidões e ambições à tendências de mercado. "Observar as leis que são aprovadas nos países de maior destaque é uma forma importante de mapear tendências", diz Celestino. Ele cita como exemplo a lei de telecomunicações que mudou o panorama do mercado brasileiro.

Com esses elementos em mãos, o profissional deve buscar pessoas bem sucedidas na área de interesse para entender melhor a dinâmica do segmento. "As pessoas que tiveram sucesso tendem a ter paixão pelo que fazem e isso inspira o jovem e ajuda a entender os desafios de determinada área", destaca Cristina. Ela também aconselha a buscar grupos em redes sociais e acompanhar as discussões."O diálogo é importante no direcionamento da carreira", diz.

Flexibilidade

Reavaliar constantemente o mercado e seus anseios é importante para poder se adaptar. "Não há problemas em mudar. Mesmo ao desempenhar atividades que não dão prazer, o profissional deve buscar o que aprendeu com aquilo para analisar como pode mudar os rumos", afirma Cristina.

O planejamento financeiro também é essencial nessa hora. "O profissional deve se preparar para momentos difíceis e garantir uma reserva de dinheiro que permita mudar de área", comenta Celestino.

Geração Y

Apontada, muitas vezes, como extremamente dinâmica e inquieta, a geração Y também precisa de um planejamento de carreira. "Não há problemas em mudar de empresa com frequência, contanto que isso conduza o profissional em direção ao seu objetivo. O jovem não pode ficar à merce de oportunidades instantâneas", aconselha Celestino.

Na opinião de Cristina, da BSP, a geração Y tem um grande potencial, pois é muito antenada, mas precisa de bons mentores. "O maior desafio é o despreparo da geração anterior, pois para liderar os jovens eles precisam ser coerentes e conquistar o respeito deles. A liderança baseada apenas em hierarquia pode ser difícil com a geração Y", afirma.

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