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Falta de iniciativa dos profissionais e experiência inadequada são os pontos mais críticos

Os gestores estão com dificuldades no recrutamento de profissionais. Essa é a conclusão do estudo conduzido pelo Quorum Brasil Informação e Estratégia, especializada em pesquisa de mercado. De acordo com o levantamento, feito com empresários e altos executivos brasileiros, a dificuldade na contratação aumenta nos níveis hierárquicos mais elevados.

A pesquisa aponta que o ponto mais crítico é a falta de iniciativa dos profissionais, citada por 31% dos entrevistados, seguida da experiência e formação inadequada para o cargo, apontada por 25% e 18,8% dos executivos, respectivamente. “A falta de iniciativa é destacada não apenas na entrevista, mas também é vista na qualificação inadequada, o que indica que o profissional não investiu como deveria na capacitação”, afirma William Horstmann, diretor da Quorum.

Ponto mais crítico é a falta de iniciativa dos profissionais, citada por 31% dos entrevistados
SXC
Ponto mais crítico é a falta de iniciativa dos profissionais, citada por 31% dos entrevistados
Entre os maiores desafios na contratação, ainda aparecem a formação inadequada para a área de atuação da empresa, mencionada por 14% dos entrevistados, a postura do profissional (7%) e o desconhecimento do idioma (3,4%). “Ao contrário do que possa parecer em um primeiro momento, o conhecimento de outras línguas é importante. Na verdade, os executivos afirmam que para os cargos que demandam idiomas, a maioria dos candidatos atende a esse requisito, por isso esse não é um ponto problemático”, explica Horstmann.

O que atrai os profissionais

De acordo com a pesquisa, para 37% dos gestores, o funcionários acreditam que um bom emprego está relacionado à expectativa de crescimento. Salários e benefícios atraentes aparecem em segundo lugar, apontados por 26,5% dos gestores. O ambiente de trabalho e o fato de atuar em uma empresa de grande porte são citados por 18% e 10%, respectivamente.

Quando o assunto são as razões que levam o funcionário a deixar a empresa o quadro muda significativamente. Apenas 7,2% dos executivos atribuem a saída do profissional à falta de expectativa de crescimento, enquanto para 27,5% deles os motivos é o ambiente inadequado e para 22% é a falta de treinamento para adaptação.

Os benefícios inadequados, citado por 18% dos gestores, o assédio dos concorrentes (16%) e os salários (12%) também motivam a saída dos profissionais, na visão dos gestores. “Algumas empresas já olham esses indicadores com mais cuidados, buscando aprimorar. Outras ainda não atentaram para a questão. Ainda não há uma ação homogênea para tratar esses pontos”, diz o diretor da Quorum.

Melhores oportunidades

Na visão dos executivos os melhores empregos estão nos segmentos de serviços (21%), indústria (17,5%), construção civil (15%) e energia (14,4%). Segundo a pesquisa, "o fato de o setor da construção civil ocupar o significativo 3° lugar mostra que a área, que sempre esteve relacionada a empregos de menor qualidade, além de estar em alta começa a ser associada à qualidade do emprego".

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