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Baixa autoestima pode desencadear depressão, afirma psicóloga

Autoestima elevada está se tornando requisito para competir no mundo corporativo. Sem ela, os profissionais não conseguem emitir ideias, se posicionarem em relação a determinado tema e muito menos discordarem da alta chefia sobre assuntos estratégicos.

O desempenho do profissional também está diretamente ligado a ela, aponta o executivo de vendas Luiz Borges, de 36 anos. Sem autoestima a pessoa não tem segurança para dar ideias e aproveitar as oportunidades, comprometendo o seu desempenho e sendo uma pessoa mais passiva, diz.

Para ele, não há nenhum problema em a autoestima ser muito elevada, o que não pode, diz, é a pessoa ser sem educação e passar a não considerar o ponto de vista dos outros. Uma pesquisa da Catho Online, com mais de 13 mil executivos, revelou que parte das demissões acontece porque os profissionais não sabem expor suas ideias ou não apresentam iniciativa de fazer o que precisa ser feito.

Humildade - É fundamental que você tenha os pés no chão e, principalmente, mantenha a humildade. Mas é de extrema importância que você esteja sempre para cima, de bom humor e otimista para atrair boas coisas, aconselha o advogado Rodrigo Carmona, de 29 anos, que se considera uma pessoa bem resolvida em relação a suas qualidades profissionais.

A humildade mostra que a pessoa tem autoestima equilibrada. Já a arrogância, é justamente o contrário, mostra que o profissional é fraco e tem autoestima baixa, ensina a psicóloga Maria Zilda Gomes Correia.

O coach Carlos Cruz reforça que acreditar que o sucesso do passado vai garantir as conquistas do futuro e subestimar clientes, concorrentes, fornecedores e colegas de trabalho podem levar qualquer profissional ou empresa para o buraco.

Em baixa - A baixa autoestima, por sua vez, além de atrapalhar a carreira também pode trazer consequências para a saúde. Segundo Maria Zilda, essas pessoas são mais suscetíveis a sofrerem depressão. É uma depressão reativa, ou seja, foi desencadeada por conta de algum trauma. A velocidade de reversão dependerá do apoio que a pessoa tem, seja do líder, da família, de um profissional especializado.

Para Luiz Borges, além da personalidade de cada um, dois componentes influenciam a autoestima dos profissionais: liderança e cultura da organização. Uma empresa que incentiva as pessoas a darem ideias, que permite que elas tentem coisas novas e errem é mais vencedora.

Maria Zilda concorda e acrescenta que, para alcançar melhores resultados em qualidade, é necessário estabelecer, na empresa, um sistema que auxilie o profissional a resgatar seus mais íntimos valores, reforçando, assim, a capacidade de ser feliz, a criatividade e a tomada de decisões.

Para Carlos Cruz, investir no autoconhecimento é o caminho. É fundamental saber quais são os próprios pontos fortes, mas também quais são os pontos a desenvolver. Portanto, reflita: suas decisões são motivadas pelo medo de perder ou pela esperança de ganhar? O que você precisa fazer para alcançar seu objetivo? Quais são os seus objetivos na carreira?, questiona.

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