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Acordos já atingem mais de 6,4 mil metalúrgicos em São Paulo

São Paulo ¿ Desde que os primeiros rumores sobre a crise começaram a surgir, em agosto de 2008, a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp / Ciesp) estão abertos a negociações, a fim de encontrar uma solução comum a todos. O objetivo é buscar uma saída para amenizar os efeitos negativos da crise e, principalmente, evitar as demissões na indústria.

Um dos recursos defendidos durante encontros com sindicatos e com o poder público é a redução de jornada com consequente diminuição de salários. Mas o Sistema Fiesp também sugere como medidas emergenciais nesse momento as férias coletivas, o uso do banco de horas, a licença remunerada e a suspensão dos contratos de trabalho, além da derrubada da taxa básica de juros (Selic) a 8% ao ano e a redução dos spreads bancários.

Somente na capital paulista, esse tipo de acordo já atinge mais de 6,4 mil metalúrgicos de sete empresas do setor de autopeças, o mais atingido pela retração econômica.

A legislação brasileira permite a prática, desde que respeitado o limite de 25% de redução no salário. Também é preciso passar por assembleia ou acordo coletivo de trabalho.

Acordos locais ¿ Em Sorocaba, a alternativa também é defendida pela Diretoria Regional do Ciesp. Nenhum acordo ainda foi firmado nesse sentido, mas já houve casos de suspensão dos contratos de trabalho. Segundo os diretores da entidade, não é necessário flexibilizar ou criar novas leis, mas sim utilizar os recursos previstos na Constituição Brasileira.

Eles afirmam que algumas empresas da região conseguiram apenas a aprovação do banco de horas e a suspensão temporária do contrato de trabalho, mas o Ciesp e a Fiesp têm discutido e batalhado também pela aprovação da redução de jornada e de salário.

De acordo com os diretores do Ciesp Sorocaba, a prática é apenas momentânea, com o objetivo de tentar manter os empregos no setor em meio à crise financeira, pois a demissão será sempre será a última opção, uma vez que as empresas qualificam e investem em seus colaboradores.

Além disso, na opinião dos diretores, preservar o emprego é fundamental, pois o cenário atual aponta para um longo período de crise e não há informações sobre a dimensão de seu impacto.

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