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Segundo consultor, interesse de ambas as partes devem ser avaliados

Quando o cônjuge recebe uma proposta interessante para se mudar de cidade ou de país, o que deve fazer o outro? Acompanhar o marido ou a esposa e largar o emprego ou cada um deve seguir a sua carreira?

Para Carlos Cruz, coach e diretor da UP Treinamentos & Consultoria, não existe resposta certa. Vai depender do que cada um considera mais importante nesse momento. É importante ser honesto com o cônjuge e avaliarem, juntos, os prós e contras da mudança. No final, é abrir mão de uma coisa para conseguir outra, explica.

Apesar de ser mais comum a esposa largar o emprego para acompanhar o marido, cada vez mais mulheres recebem propostas de expatriação ou de mudança de cidade e aceitam o desafio do trabalho, sem que isso signifique o fim de seus casamentos.

Expatriada e acompanhada - Rossana Sadir, diretora de estratégia digital da Avon para a América Latina, por exemplo, recebeu uma proposta para trabalhar fora do Brasil e foi apoiada e acompanhada por seu marido.

Para nossa família, a experiência da expatriação era uma conciliação de um crescimento pessoal e profissional. Meu marido encarou-o como parte de um processo de aprendizagem e enfrentou esse desafio com otimismo, desenvolvendo novas oportunidades, tanto de carreira quanto acadêmica. No exterior, ele pode se dedicar a carreira de headhunter e realizar cursos de especialização em universidades consideradas referências globais, conta.

A executiva diz que para ser possível conciliar o casamento com uma mudança por conta do trabalho, a decisão deve ser tomada em conjunto. Quanto mais unidos na decisão e na experiência, mais a expatriação solidificará os laços familiares. O inverso também é verdadeiro, pois a distância e os objetivos distintos também podem contribuir para separar a família, aconselha.

Lua-de-mel - Apesar de morarem em cidades distintas, a jornalista Paula Marquez conta que seu casamento é uma lua-de-mel. Nós nos encontramos nos feriados, alguns finais de semana e férias, tudo sempre muito romântico, sem tempo para as rusgas inevitáveis da convivência diária. Temos planos para voltar a morar juntos, algum dia.

Ela diz que apesar de ter sempre morado em Brasília, quando se casou pediu transferência para o Rio de Janeiro, cidade onde mora seu marido. Isso foi em 2007. Em 2009, recebi uma proposta para voltar trabalhar em Brasília e vim. Meu marido ficou bem chateado, mas acabou entendo a situação e concordando, diz.

Amor e sucesso - Já a advogada Maria Gabriela Gannuny El Bayeh experimentou todas as possibilidades de mudança que a situação pode ocasionar: quando o marido recebeu uma proposta para morar no interior de São Paulo, permaneceu em seu emprego em São Paulo. Depois, largou o trabalho para morar com ele. Depois de quase dois meses, recebeu ela uma proposta para trabalhar em Brasília. Hoje, ela mora na capital do país e ele interior.

Ela diz que um dos segredos para manter o casamento em alta é se verem todos os finais de semana, além de se falarem todos os dias obrigatoriamente. Claro que tem o cansaço e uma despesa enorme de voltar para casa todo o final de semana, mas esse é preço, pontua.

Para a advogada, o sucesso da relação depende da realização e da felicidade de cada um. Acho que não tem que se viver em função do outro, mas em função do amor que se sente. Quando a gente abre mão de uma coisa tão importante como é a carreira, acaba perdendo um pouco da essência, conclui.

Leia também:
- Disponibilidade para mudança de cidade deve ser citada no currículo
- Os desafios de fazer carreira no exterior

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