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Veja as dicas dos consultores para evitar o pânico com a turbulência econômica e se preparar para o futuro

As instabilidades provocadas pela crise econômica afetam não apenas o desempenho das bolsas de valores ao redor do mundo, mas também o dia-a-dia dos profissionais.  Mesmo diante desse cenário, é importante manter o equilíbrio emocional dentro e fora do ambiente de trabalho, dizem os consultores.

Karin Parodi, sócia da Career Center, empresa que atua na área de orientação de carreira, diz que é importante evitar comportamentos que prejudiquem a saúde pessoal, como o pânico coletivo, por exemplo. Na sua opinião, a melhor alternativa é ter controle e bom senso, contendo os impulsos.

Ela recomenda cautela e atenção em relação às informações do mercado. Assim como costuma acontecer em operações de fusão entre empresas, em que os funcionários demoram a ser informados sobre eventuais cortes, nos momento de desaquecimento da economia acaba sendo natural especular-se sobre possíveis demissões. Muita gente fica ansiosa ou dá margens a situações imaginárias, diz.

Segundo Karin, o ideal é evitar se envolver no clima de fofocas que acontece nos corredores. Na dúvida, tente conversar com o superior para dissipar qualquer nuvem obscura, explica.

O consultor de gestão e carreira Julio Cardozo alerta para o fato de que a sensação do risco de demissão em um cenário de crise muitas vezes tem fundamento. É inerente à condição de empregado, diz. Por isso, o profissional sempre deve estar preparado para ter um plano b", recomenda.

Para Cardozo, o uso da velha e boa rede de contatos pessoais não deve ser esquecido. O networking sempre acaba sendo uma saída para boas oportunidades de trabalho, caso o pior aconteça, diz. No entanto, ele aconselha não se desesperar nessas horas. Esta não será a última fase ruim que o mercado enfrentará e o profissional que cultiva constantemente seu rol de relacionamentos não será pego pela crise.

Tanto Karin quanto Cardozo concordam que, acima de qualquer coisa, o profissional não deve condicionar sua carreira ao momento da economia. Mesmo com os pés no chão, a dica é não interromper seus planos. E, de preferência, realizar um planejamento financeiro para os próximos 12 meses. Evite gastos supérfluos e procure aumentar sua reserva, evitando ser pego de surpresa, sugere Cardozo.

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