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Domínio do assunto ajuda no bom desempenho, diz professor

A médica Adalgisa Borges Nogueira, de 59 anos, se lembra bem da primeira vez que subiu ao palco para dar uma aula sobre regulação de vagas nos hospitais públicos. Eu falei rápido e sem parar. A apresentação, que era para durar uma hora, demorou só 15 minutos. Eu dei graças a Deus que ninguém me fez perguntas, porque eu sabia que estava vermelha de vergonha, conta.

Com o tempo e a prática ¿ muita prática, comenta ¿ a médica conseguiu domar a sua timidez a hoje diz que dá aulas sem embaraço. Acho que quando a gente domina o assunto, fica mais fácil. Quando comecei a fazer essas apresentações, há mais de dez anos, eu ainda estava aprendendo como ficaria esse sistema de vagas em hospitais, afirma.

Fluente - Para o professor de oratória e escritor Reinaldo Polito , que também é mestre em Ciências da Comunicação, falar bem é importante em todas as circunstâncias. Ele afirma que na procura por emprego, terá mais chance de conquistar uma vaga aquele que for mais comunicativo, articulado, desembaraçado.

Na vida profissional, à medida que a pessoa for galgando posições elevadas, dependerá mais da capacidade de comunicação que do conhecimento técnico. Pois precisará participar de reuniões dentro e fora da empresa, terá de se envolver em processos de negociação, nas apresentações de projetos, entre outros. Enfim, o sucesso do profissional estará sempre intimamente ligado à sua capacidade de falar em público, ensina.

Cursos - Apesar de no passado haver certo preconceito em relação ao aprendizado da oratória, Polito comenta que o interesse pelo assunto tem aumento a cada ano. Um dos fatores para a crescente busca por cursos sobre o tema é a presença das mulheres e jovens em cargos gerenciais. Eles estão ocupando posições importantes na organização, que exigem boa comunicação.

Segundo Leandro Santos, professor de oratória do Methodus Consultoria , não são apenas profissionais que ocupam cargos de liderança que buscam aulas de oratória. Temos muitos alunos que são concursandos e vão realizar a prova oral, mestrandos, pessoas que apresentarão trabalhos científicos e defenderão teses, afirma.

Cacoetes - Apesar de a profissão exigir fluência verbal, o advogado Santiago Carvalho, de 37 anos, lamenta não ter feito um curso de oratória ainda na época da faculdade. Acho muito importante falar bem. Talvez, se eu tivesse tido aulas, teria aprendido mais rapidamente a necessidade de se evitar as muletas de linguagem como né, tá, e aprender a organizar o meu raciocínio de forma lógica nas sustentações orais, comenta.

Para o advogado, contudo, somente a experiência e o verdadeiro conhecimento do tema darão segurança para que a pessoa consiga falar bem em público.

Leia também:
- Como escolher um curso de oratória
- Fale e seja ouvido

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