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Apesar de, cada vez mais, comandarem os lares brasileiros, pesquisa aponta que elas continuam ganhando menos do que os homens

São Paulo - As mulheres estão ganhando cada vez mais espaço no âmbito familiar. De acordo com o estudo divulgado no início de setembro pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) e o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), as famílias formadas por casais com filhos chefiadas por mulheres aumentaram dez vezes em treze anos, passando de 3,4% em 1993 para 14,2% em 2006.

Se somado ao número de famílias chefiadas pela mulher, sozinha, a proporção cresceu de 19,7% para 28,8% no mesmo período.  Os dados indicam que a participação das mulheres no mercado de trabalho também aumentou, mas não de maneira tão significativa. Em 1996, 46% da população feminina estava em busca de emprego, enquanto em 2006, esse percentual atingiu 52,6%.

Ainda que esse número seja, significativamente, inferior ao dos homens, que chegou a 72,9% em 2006, o aumento da participação da mulher no mercado deve-se aos seguintes fatores: aumento da escolaridade feminina, queda na fecundidade (levando-as a adiar o sonho da maternidade), novas oportunidades de trabalho e mudanças nos padrões culturais da sociedade, que alteraram os valores relativos aos papéis de homens e mulheres.

Os dados relativos ao rendimento médio mensal indicam que, apesar de ganhar espaço na chefia da família, as mulheres ainda ganham o equivalente a dois terços do salário dos homens, ou R$ 577. Por outro lado, a pesquisa apontou ainda que o rendimento médio masculino caiu de R$962, em 1993, para R$ 885, em 2006.

O trabalho apresentado é resultado da avaliação parcial do "3° Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça", elaborado com as análises de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) entre 1993 e 2006.

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