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Levantamento da Love Mondays aponta as posições que foram mais afetadas pela crise e inflação em 2015

O ano de 2015 foi ruim para dez profissões que tiveram, além das reduções de salário, um impacto agravado pela inflação em alta. De acordo com dados da Love Mondays, comunidade de carreiras na qual os funcionários declaram seus salários e cargos, os salários de 11 posições tiveram aumento abaixo da inflação, que ficou em 9,57% no acumulado do ano, com base nos dados do IBGE.

Dados da Love Mondays aponta o cargo de gerente com a maior redução de salário, 23%
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Dados da Love Mondays aponta o cargo de gerente com a maior redução de salário, 23%

Entre as posições que registraram maior retração salarial declarada, os que ocupam posição de gerente foram os mais afetados pela crise econômica que assola o país, com queda de 23% na renda. Os salários declarados por Supervisores (-11%); Professores (-9%); Operador de Caixa (-9%) e consultores (-6%) também registraram quedas acentuadas. Esses valores não incluem o impacto da inflação.

“O caso dos gerentes é o mais emblemático para exemplificação de como a crise tem afetado o mercado de trabalho. É possível que a posição venha sendo afetada pela substituição, ou seja, os profissionais atuais são substituídos por outros que estão disponíveis no mercado e aceitam uma remuneração menos competitiva”, explica a CEO da Love Mondays, Luciana Caletti.

O levantamento foi feito a partir de 11.909 salários declarados por profissionais no site em 2014, em comparação com 49.405 salários declarados em 2015. Quando o profissional declara seu salário, ele também relata o setor e a cidade onde trabalha, bem como o ano em que recebeu tal remuneração.

Na média geral, de acordo com a Love Mondays, os salários registram elevação de 0,57% no ano, o que representa um distanciamento de 9 pontos percentuais em relação ao aumento de preços provocado pela carga inflacionária.

Setores

Dos 26 setores analisados pela pesquisa salarial Love Mondays, 13 promoveram reajustes abaixo da inflação. Entre eles, alguns segmentos da economia além de não concederem aumentos acima da inflação, estão com faixa de remuneração menor.

“O ano de 2015 vem sendo um ano bastante difícil para a maioria, porém, alguns setores sentem de forma mais acentuada os impactos da crise. Muitos promoveram redução no quadro de funcionários ou substituíram profissionais por outros que aceitavam remuneração inferior”, afirma Caletti.

O setor de serviços e têxtil foram os que registraram a maior perda salarial do ano, ficando na casa de -8%. Outros setores que apresentaram rendimentos médios inferiores significativos este ano são: TI & Telecom (-5%); Eletrônico (-3%) e Papel e Celulose (-2%).

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