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Carreira
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Para alavancar a carreira e melhorar os negócios, enfrente o divã

Recorrer à terapia pode ajudar executivos a solucionar conflitos internos e superar dificuldades comerciais

Priscila Dadona - Brasil Econômico |

Se a sua empresa vai mal, com números despencando e funcionários estressados e improdutivos, a solução pode não estar nos livros de administração, mas no divã de um terapeuta.

Dificuldades em lidar com sócios em momentos de crise, falta de tempo para a família e vida pessoal, decisões precipitadas ou não acertadas são alguns dos sinais de que algo não vai bem. “Quando o sofrimento bater o sino é hora de recorrer a uma ajuda profissional, seja de um psicólogo ou de um coach”, afirma Luiz Fernando Garcia, terapeuta especializado em terapia de negócios e autor do livro “Empresários no divã”.

Garcia conta que está crescendo o número de empresários que buscam ajuda profissional para alavancar os negócios, mas reconhece que o processo entre admitir o problema até recorrer a uma ajuda é bastante longa. “Executivos vão se condicionando a ter um ritmo e uma rotina tão malucos que acabam achando natural ter problemas e, parar e ir buscar um processo terapêutico é para eles como uma perda de tempo”, garante.

Grupo dirigido

Luiz Cláudio Binato, de 46 anos, presidente do Instiad, instituto de administração, venceu o medo e buscou ajuda. Binato era presidente de uma multinacional francesa até 2009 e, após fazer terapia, passar por um processo de coach e autoconhecimento, mudou de vida. Hoje, ele tem sua própria empresa e, graças ao processo terapêutico conquistou o que mais desejava: liberdade para fazer escolhas. “Estou vivendo o melhor momento da minha vida, tanto em termos de saúde como no relacionamento com as filhas, com a ex-esposa e com amigos. Meu trabalho me dá prazer e o direciono para onde quero”, afirma o profissional que, junto com a demissão, também se separou da esposa.

Edmundo Rodrigues, de 48 anos, proprietário da loja de decoração “Espaço Til” também passou por um processo de terapia e hoje aprendeu a dividir a ansiedade, dividir os problemas e a ganhar dinheiro em seu negócio, fundado no final dos anos 1990 e hoje com cinco lojas em São Paulo

“Há um ano participei de uma terapia conhecida como ‘grupo dirigido’ e acredito que evoluir como ser humano é imprescindível, não o só ganhar dinheiro”, afirma Rodrigues.

Para ele, todo empresário tem tendência a ser solitário, já que a vida empresarial não é simples. “Estar à frente de uma empresa é muito complicado. Temos a obrigação de manter o sucesso da operação e equilibrar essa responsabilidade com a vida pessoal. Com o grupo, aprendi que o mais importante é dividir a ansiedade, sair um pouco da solidão, ter companheiros.”

O grupo a que Rodrigues se refere é ministrado por Garcia há 11 anos. Até hoje centenas de empresários já sentaram em seu divã, e o profissional afirma que os resultados são recompensadores.

O primeiro grande ganho, segundo Garcia, é a reversão da impulsividade. “O executivo vai diminuindo suas aquisições e passa a lidar melhor com o dinheiro. Sempre digo que os executivos passam a ser os melhores amigos dos números”.

Além disso, após um processo terapêutico, o psicólogo diz que os executivos ficam mais tolerantes e diminuem a agressividade com os seus colaboradores, permitindo que eles trabalhem com menos “medo do chefe” e fiquem mais produtivos, já que o gestor não é mais tão centralizador. Na terapia, eles aprendem a não ter medo de perder o poder, a delegar, a ficar mais solto e mais aberto para as questões de conflitos e passam a entender o mecanismo de defesa deles — e os dos outros. (Com Priscila Arroyo)

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