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Nesta sexta-feira, mercados de ações em todo o mundo diminuíram apostas e ficaram de lado, à espera de notícias do BC dos EUA

Os mercados acionários no mundo tiveram um fechamento de mês morno, e não foi diferente com a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Após operar de lado durante todo o dia, o Ibovespa - principal índice da praça paulista - teve uma melhora nos últimos minutos do pregão e fechou com valorização de 0,50%, para 70.673 pontos. O ganho na semana foi de 1,64% e, no mês, de 1,79%.

Os negócios desaceleraram no mundo à espera da reunião do Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos, que discutirá mecanismos de afrouxamento monetário para impulsionar a economia daquele país. Expectativas, na quinta-feira, de que as medidas não seriam amplas o suficiente contribuíram para refrear os fluxos financeiros. 

Em Wall Street, o índice Dow Jones fechou em queda de 0,10% e o Nasdaq fechou estável. A agenda do dia mostrou que a primeira prévia do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no terceiro trimestre veio em linha com o esperado, ao mostrar expansão anual de 2%. O índice de confiança dos consumidores americanos, por sua vez, mostrou piora em outubro, segundo a Universidade do Michigan.

No front corporativo, os analistas seguem repercutindo os balanços divulgados. Usiminas teve fôlego para liderar as altas do Ibovespa pelo segundo pregão seguido, com + 5,76%. A companhia anunciou ontem que reportou no terceiro trimestre de 2010 lucro líquido de R$ 495 milhões, 14% acima na comparação com igual período trimestre de 2009, quando registrou R$ 433 milhões. "O resultado agradou o mercado, que continua investindo no papel, ainda muito defasado", disse um profissional.

Ações ligadas ao consumo interno vieram em seguida: Pão de Açúcar (+4%). Lojas Renner (+3,8%) e Lojas Americanas (+3,4%).

Nas blue chips (de maior liquidez), Vale PNA caiu 0,31% e Petrobras recuou 1,56%. As açõs da estatal de petróleo devolveram parte das fortes altas que tiveram essa semana, com especulações de que um poço sob sua concessão teria mais de 50 bilhões de barris de óleo equivalente. Na verdade, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) trouxe nesta sexta-feira informações sobre uma área que ainda é da União e, portanto, não afeta a empresa. As estimativas são de que o reservatório de Libra tenha entre 3,7 bilhões e 15 bilhões de barris de óleo recuperável, sendo mais provável a estimativa de 7,9 bilhões de barris, segundo certificação elaborada pela Gaffney, Cline & Associates.

Neste pregão, a Bovespa caminhou para que outubro seja o melhor mês da história em termos de volume financeiro movimentado ao dia. A constatação parte da consultoria Economatica, que assinala que, até ontem, o giro médio diário da Bolsa brasileira em outubro correspondia a US$ 3,985 bilhões. O valor supera o de maio de 2008, no valor de US$ 3,732 bilhões, que era o maior até então.

De acordo com a Economatica, desde janeiro de 2005, o menor valor diário mensal da Bovespa foi registrado em maio de 2005, quando o mercado movimentou US$ 393 milhões. Apenas neste ano, julho teve o valor diário mais baixo negociado no mercado brasileiro, com US$ 2,704 bilhões. Desde então, o volume mensal tem crescido. O estudo da Economatica levou em consideração o volume financeiro negociado no mercado à vista da Bovespa e não abrangeu o after market, nem outros tipos de negociações efetuadas.

Dólar

As ordens de venda pautaram o pregão de sexta-feira no mercado de câmbio local, mas a linha de R$ 1,70 continuou respeitada. Dados preliminares apontam que o dólar comercial caiu 0,64%, para fechar a R$ 1,701 na compra e na R$ 1,703 na venda. Na quinta-feira, a moeda cedeu 0,46%, a R$ 1,714.

Na semana o dólar caiu 0,35%, mas fecha outubro com leve alta de 0,65%. Em 2010, o preço da moeda está 2,29% mais baixo.

(com agências)

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