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Jim Yong Kim, candidato norte-americano para presidir o Banco Mundial, dançou e cantou nos festivais de sua faculdade

Além de sua experiência em áreas como antropologia e saúde global, o candidato indicado nesta sexta-feira pelo presidente americano, Barack Obama, para presidir o Banco Mundial (BM), Jim Yong Kim, se destaca também por sua intimidade com os palcos onde imitou Michael Jackson e Black Eyed Peas.

Kim, de 52 anos, era desde 2009 o primeiro presidente de origem asiática (coreana) da faculdade Dartmouth College, em New Hampshire, uma das universidades mais prestigiadas da costa leste dos Estados Unidos. Desde seu acesso ao cargo, Yong KIm participou ativamente dos festivas do instituto.

Vários vídeos divulgados no YouTube mostram os dotes artísticos de Kim, que não teve dúvidas de participar das duas últimas edições anuais do concurso musical "Dartmouth Idol". Em 2010, apareceu no tributo a Michael Jackson vestido no estilo do Rei do Pop, simulando os passos de "Thriller" em meio à ovação do público.Um ano depois, ensaiou uma coreografia baseada no tema "The Time (Dirty Bit)" do grupo Black Eyed Peas, quando interpretou o líder da banda, Will.i.Am.

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Yong Kim se arrisca no rap no Festival “Dartmouth”

Obama indicou nesta sexta-feira o nome de Jim Yong Kim para o cargo máximo do Banco Mundial, em substituição a Robert Zoellick. A candidatura de Kim é a mais provável para ganhar apoio internacional, devido ao pacto tácito entre EUA e Europa de repartir o comando do BM e do Fundo Monetário Internacional (FMI) desde 1944.

Até agora, a maior parte dos presidentes do Banco Mundial vinha do meio financeiro, dos negócios ou da política. Já a designação de Kim representa uma certa mudança de rumo para um profissional que dedicou a maior parte de sua carreira ao desenvolvimento e à saúde pública global.

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Casado, pai dois filhos, Kim nasceu em Seul, mas se mudou para os EUA com seus pais, um dentista e uma professora de Filosofia, aos cinco anos de idade. Antes de ingressar no Dartmouth College, Kim foi diretor do Departamento de Aids da Organização Mundial da Saúde (OMS) - onde permaneceu 2003 e 2005 -, e lançou a bem-sucedida iniciativa "3 por 5" com o objetivo de tratar 3 milhões de pacientes soropositivos.

Em 2006, foi incluído na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo publicada pela revista "Time". Nas últimas duas décadas, Kim publicou numerosos trabalhos acadêmicos no âmbito da saúde pública, onde é considerado um especialista mundial. Além disso, foi diretor-executivo e cofundador da ONG Partners in Health, entidade sem fins lucrativos que oferece serviços médicos em países como Haiti, Peru, Rússia e Ruanda.

O BM, que conta com uma lista de 9 mil funcionários e com sede em Washington, forneceu no ano passado US$ 57,4 bilhões para projetos de desenvolvimento em países de renda média e baixa de todo o mundo.

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